Mensagem do Gate News, 23 de abril — Um alto responsável da Força Espacial dos EUA alertou esta semana que a China desenvolveu e testou tecnologia para atacar forças americanas e australianas a partir do espaço, enquanto o Pentágono divulgava o maior orçamento militar para o espaço de que há registo. O tenente-general Gregory Gagnon, que lidera as operações de combate da Força Espacial dos EUA, afirmou que a China já opera a maior força espacial do mundo, com três vezes o tamanho da dos EUA, com o número de satélites a crescer de 70 em 2013 para 1.400 atualmente.
Gagnon disse que os satélites chineses já conseguem acompanhar os movimentos de tropas australianas e dos EUA e transmitir informações para sistemas de mísseis de longo alcance. Alertou que a China construiu mísseis anti-satélite, armas de energia dirigida, satélites robóticos assassinos e sistemas de mira orientados por IA. Os métodos da China incluem interferência de satélites disfarçada de falhas técnicas, falsificação de GPS apresentada como erros rotineiros e perturbação da cadeia de abastecimento, com o objetivo de corroer gradualmente a capacidade dos EUA. O relatório do Pentágono Future Operating Environment 2040 também descreve a investigação chinesa em interfaces cérebro-computador que poderiam permitir que um único operador gerisse frotas inteiras de satélites, reduzindo os tempos de decisão de minutos para milissegundos.
A 21 de abril, o Departamento da Força Aérea solicitou um montante recorde de 338,8 mil milhões de dólares para o ano fiscal de 2027, com a Força Espacial a receber 71,1 mil milhões — um aumento de 124%. Os sistemas de controlo do espaço vão receber 21,6 mil milhões (acima 158%), as comunicações por satélite 6,7 mil milhões, os sistemas de aviso de mísseis 6,8 mil milhões e a proteção cibernética para satélites $500 milhões. Entretanto, o novo plano de defesa de 10 anos da Austrália compromete entre $9 mil milhões e $12 mil milhões para o espaço, embora uma análise recente tenha encontrado que o país fica aquém dos aliados em capacidades espaciais e não dispõe de uma estratégia clara para recuperar o atraso.