O Presidente da SEC, Paul Atkins, afirmou que o alegado estoque de 600.000 BTC na Venezuela não foi verificado e não está a ser perseguido pela SEC.
Analistas de blockchain reportam que não há evidências na cadeia que confirmem carteiras venezuelanas controladas pelo Estado em tal escala.
O foco mudou para um projeto de lei bipartidário do Senado que esclarece os papéis da SEC e da CFTC na supervisão do mercado de criptomoedas dos EUA.
A incerteza envolve o destino das alegadas holdings de Bitcoin da Venezuela após comentários de reguladores dos EUA. Esta semana, em entrevista à Fox Business, o Presidente da SEC, Paul Atkins, afirmou que ainda não está claro se os Estados Unidos irão perseguir esses ativos. Suas declarações ocorreram em Washington, enquanto os legisladores se concentram em um importante projeto de lei sobre a estrutura do mercado de criptomoedas.
De acordo com Paul Atkins, relatos sugerem que a Venezuela controla Bitcoin no valor de aproximadamente $60 bilhões. Estimativas colocam o estoque perto de 600.000 BTC, com base nos preços atuais do mercado. No entanto, Atkins afirmou que as decisões relativas a esses ativos estão fora de suas responsabilidades.
Atkins disse à Fox Business que outras partes da administração lidam com a questão. Ele acrescentou que não está envolvido em qualquer esforço para confiscar Bitcoin ligado à Venezuela. Em vez disso, elogiou ações do Presidente Donald Trump, do Secretário Marco Rubio e dos membros das forças armadas dos EUA em relação à Venezuela.
Rumores circulam desde 2018 sobre uma grande reserva de Bitcoin na Venezuela. As alegações citam vendas de petróleo, transações de ouro e liquidações de stablecoins. No entanto, analistas independentes de blockchain afirmam que não há evidências verificáveis na cadeia que confirmem a propriedade estatal de carteiras que detêm esses volumes.
Enquanto a especulação continua, os analistas apontam para dados limitados na blockchain. Endereços conhecidos publicamente ligados a entidades venezuelanas mostram apenas pequenos saldos de Bitcoin. Como resultado, a alegada reserva oculta permanece não verificada.
Se comprovadas e controladas pelos EUA, essas holdings estariam entre as maiores do mundo. No entanto, Atkins enfatizou que a SEC não está perseguindo a confiscação de ativos. Ele afirmou que seu foco permanece nas prioridades regulatórias, e não em disputas geopolíticas de ativos.
Essa distinção moldou a discussão antes de Atkins mudar de assunto. Ele redirecionou a atenção para desenvolvimentos legislativos que moldam a supervisão de criptomoedas nos EUA.
De acordo com Atkins, o Senado está discutindo esta semana um projeto de lei bipartidário sobre a estrutura do mercado de criptomoedas. A proposta visa esclarecer as responsabilidades de supervisão entre a SEC e a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC).
Ele descreveu a semana como importante para o setor de ativos digitais. O projeto de lei busca fornecer clareza e certeza para os participantes do mercado. Atkins afirmou que isso ajudará a definir limites regulatórios para produtos de criptomoedas.
Ele também mencionou a Lei Genius, aprovada no final do ano passado, que reconheceu formalmente os ativos de criptomoedas sob a lei dos EUA. Atkins creditou a lei por avançar na regulamentação de stablecoins. Ele acrescentou que a SEC está coordenando com o novo presidente da CFTC enquanto os legisladores avançam.
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