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Já se perguntou como as pessoas realmente possuíam ações antes de o seu telefone poder fazer tudo isso? Acontece que há uma história fascinante por trás do que agora damos como garantido.
Antigamente, provar que possuía ações significava ter papel em mãos. Um certificado de ações era basicamente a sua prova de propriedade — um documento físico da empresa dizendo que você possuía X número de ações. Estes não eram apenas papéis simples. As empresas criavam designs elaborados, adicionando logotipos, desenhos intricados, marcas d’água e selos em relevo. Os certificados da Disney eram particularmente impressionantes, apresentando ilustrações coloridas de seus personagens icônicos. Alguns desses certificados de ações eram verdadeiras obras de arte.
Aqui está a parte surpreendente: a Companhia Holandesa das Índias Orientais emitiu o que se acredita ser o primeiro certificado de ações em 1606. Pense nisso por um segundo. A Bolsa de Amsterdã foi fundada em 1602 especificamente para negociar ações dessa companhia. Portanto, o comércio de ações existe há séculos, apenas de uma forma completamente diferente.
Quando você queria comprar ou vender ações, ligava para seu corretor, fazia um pedido, e se a transação fosse concluída, recebia seu certificado como prova. Para vender depois, entregava fisicamente o certificado ao corretor, que o enviava de volta para a empresa emissora. Sem aplicativos, sem liquidações instantâneas — apenas papel e telefonemas. E essas comissões? Brutais comparadas às de hoje.
Agora, aqui fica interessante para colecionadores. Durante os anos 1920, antes de tudo desmoronar, possuir um certificado de ações era como possuir riqueza real. Esses papéis representavam propriedade verdadeira em empresas americanas. Então, em 1929, o mercado colapsou nos anos seguintes, e as ações perderam cerca de 90% do seu valor. Até 1933, aproximadamente 20.000 empresas americanas haviam falido. De repente, milhares de certificados tornaram-se pedaços de papel sem valor.
Mas, avançando para hoje, alguns desses certificados antigos tornaram-se itens de coleção. Existe até um hobby chamado scripofilia — pessoas que ativamente colecionam certificados de ações vintage. Se você encontrar certificados antigos no sótão ou numa loja de antiguidades, eles podem ter valor como colecionáveis, e às vezes as ações subjacentes ainda podem ser válidas. Você pode pesquisar a empresa, verificar se ela ainda opera, e contatar o departamento de investidores para ver se essas ações têm algum valor atual.
As empresas ainda emitem certificados físicos? Tecnicamente sim, mas isso está se tornando cada vez mais raro. Até a Disney parou em 2013. A maioria das empresas passou totalmente a registros digitais. Se você realmente quiser um certificado físico de ações hoje, às vezes pode solicitar através do seu corretor ou do agente de transferência da empresa, mas espere pagar taxas elevadas — às vezes até $500 por certificado. Isso é intencional; as empresas basicamente cobram para desencorajar essa prática.
Toda essa mudança do físico para o digital é bastante emblemática de como o investimento se transformou. O que antes exigia uma ligação telefônica e resultava numa peça de papel emoldurada, agora acontece em milissegundos na sua tela. Era uma era diferente, mas o conceito subjacente é o mesmo — você ainda possui ações, só que sem o papel sofisticado para mostrar isso.