Sempre acreditei que muitas pessoas estão à procura do segredo do sucesso, mas Charlie Munger ensinou-me uma abordagem mais inteligente — para entender o sucesso, é preciso primeiro estudar o fracasso. Esta é a minha recente reflexão sobre o reverse thinking, uma forma de pensar amplamente utilizada por pessoas inteligentes.



Simplificando, o reverse thinking consiste em olhar para o que a maioria aceita de uma forma contrária. Por exemplo, se uma empresa quer crescer e prosperar, em vez de estudar como ela deve expandir, é mais útil investigar como ela pode falhar. Parece contraintuitivo, mas os resultados são surpreendentemente eficazes. Recentemente, encontrei uma metáfora bastante interessante — com este filtro, consegue-se dizer não a 90% das coisas em 10 segundos.

Isso fez-me lembrar o livro de Wu Xiaobo, «A Grande Derrota». Este livro analisa casos de fracasso empresarial, aprofundando-se nas causas fundamentais. Jack Ma também disse algo semelhante: não sei como definir sucesso, mas sei como definir fracasso — desistir. Existem muitas formas de alcançar o sucesso, mas as razões para o fracasso são, na verdade, apenas algumas. É aqui que o reverse thinking mostra o seu valor.

Há também uma ferramenta prática chamada análise pré-mortem, que consiste em, antes de começar a agir, assumir que o projeto já falhou e, a partir daí, identificar possíveis pontos de erro. Esta abordagem é semelhante à lógica do «Sun Tzu — A Arte da Guerra» — muitas pessoas pensam que o livro ensina como vencer, mas na verdade o seu núcleo é pensar na possibilidade de fracasso como premissa. Estudar de onde vêm os erros é a melhor forma de evitá-los.

O que mais me impressionou foi um conceito de Duan Yongping (fundador da Subor, BBK, e posteriormente criador da OPPO e Vivo) — not on the list. Ele criou uma lista de coisas que não faz: não ampliar cegamente a sua zona de competência, porque as capacidades humanas são limitadas; não tomar 20 decisões por ano, pois isso inevitavelmente leva a erros; investir apenas no que entende; não apostar em áreas que não conhece; não procurar atalhos; não acreditar em ultrapassagens na curva.

Estas listas de 'não fazer' são, na verdade, mais valiosas do que as de 'fazer'. A beleza do reverse thinking está exatamente aqui — através da negação e da exclusão, conseguimos ver de forma mais clara as verdadeiras oportunidades.
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