Relacionamentos amorosos: o teste extremo é o mais importante.



Não conseguir ver a melhor e a pior versão da personalidade do outro.
Onde estão os limites máximos e mínimos? Como saber se dá para lidar?

Por que é necessário o teste extremo?
Porque amor é algo muito frágil.
Quando é "mel, mel", tudo parece bonito.
Mas a vida não é só doçura, há amargura, cansaço, colapsos.

O que testar?

Primeiro, extremos emocionais.
Como ele é quando está emocionalmente destruído?
Como é quando está de melhor humor?
Se consegue aceitar os dois, aí sim é compatível.

Segundo, extremos de valores.
Na questão financeira, quanto você gasta o deixa como?
Se gasta pouco como fica?
Hábitos de consumo, conceito de poupança, atitude de investimento.
Se não se adaptarem nessas coisas, o casamento será cheio de problemas.

Terceiro, extremos de pressão.
Desemprego, doença, mudanças familiares.
A reação da pessoa sob pressão é a reação verdadeira.
Aquele "vou sempre estar ao seu lado" que diz normalmente pode vira "você primeiro aguenta aí" quando vem a pressão.

Mas tem um porém.
Teste extremo não é teste de submissão.
Não é procurar briga propositalmente, criar conflitos, colocar à prova.
É observar, é compreender, é confirmar.

Como fazer teste extremo de forma científica?

Primeiro, não crie crises propositalmente.
Desemprego, doença, ameaça de término, esses não podem ser usados para testar.
Se estragar a pessoa de verdade, quem se arrepende é você.

Segundo, aproveite cenários de pressão que ocorrem naturalmente.
Trabalho puxado, assuntos familiares, apertos financeiros.
Observe a reação do outro nesses momentos, é mais real que no cotidiano.

Terceiro, observe padrões de reação, não casos isolados.
Um surto de raiva não indica falta de caráter.
Mas instabilidade emocional prolongada, formas extremas de comunicação.
Esses padrões é que importam.

Quarto, teste bilateral, não unilateral.
Você também está sendo testado.
Como você é quando desaba? Como lida com pressão?
Não só foque no outro, olhe para si mesmo também.

Alguns conselhos práticos para quem quer casar.

Primeiro, viva mais experiências antes do casamento.
Viajem juntos, enfrentem problemas juntos, lidem com pressão juntos.
Isso revela muito mais sobre uma pessoa do que encontros para jantar.

Segundo, não evite conflitos.
Se tiver desacordo, conversem. Se tiver insatisfação, falem.
Um relacionamento que consegue resolver conflitos juntos é que resiste ao tempo.

Terceiro, aceite a possibilidade de "incompatibilidade".
Se o teste revelar incompatibilidade, corte cedo.
É muito mais barato do que divórcio depois.

Quarto, não transforme o teste em controle.
Entender o outro é para conviverem melhor.
Não é para reformular o outro, para dominá-lo.

Por fim, uma verdade.
Teste extremo soa frio.
Mas casamento é naturalmente uma realidade fria.
Amor não paga contas, compatibilidade é que faz a vida funcionar.
Não conte com amor para ir longe na vida.
O amor esfria, as pessoas mudam, os problemas chegam.
Quem consegue resistir aos extremos é quem vai longe.
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