Os desafios de fornecimento de energia que a Alemanha enfrenta não são apenas uma questão de aquisição de recursos, mas uma questão fundamental de riscos geopolíticos e segurança económica. Susanne, especialista em energia do Centro de Pesquisa Helmholtz em Berlim, alerta fortemente para as ameaças que a elevada dependência do gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos traz para a Alemanha.
Riscos geopolíticos decorrentes da dependência do GNL dos EUA
De acordo com a análise de Susanne, a dependência excessiva dos EUA não é apenas um problema de fornecimento de energia, mas pode funcionar como um meio de exercer poder político. A tendência autoritária do governo dos EUA e a força geopolítica podem influenciar a política energética da Alemanha, o que não pode ser ignorado. Com base nesses fatores de risco, o chanceler Olaf Scholz considera urgente a mudança para uma estratégia de diversificação de fontes de energia.
Scholz tem promovido uma diplomacia energética focada na região do Oriente Médio, priorizando o fortalecimento das relações com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. Depois, visitou o Catar e os Emirados Árabes Unidos, buscando estabelecer relações com múltiplos países fornecedores, com o objetivo de reduzir a dependência de uma única nação.
Abordagem prática na estratégia de diversificação
As propostas de Susanne não se limitam a uma simples troca de países fornecedores de GNL. Ela destaca a necessidade de combinar diferentes fontes de fornecimento, como gás por gasoduto da Noruega, GNL do Canadá e da Austrália, para diversificar os riscos.
Essas alternativas podem não apenas reduzir os riscos geopolíticos, mas também ajudar a mitigar a volatilidade dos preços. Claudia Kenfart, chefe do departamento de transporte, energia e meio ambiente do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica, reforça que mudar apenas o país fornecedor não resolve a questão de forma fundamental.
Uma transição radical dos combustíveis fósseis
Um ponto importante defendido por Kenfart é que a estratégia de diversificação energética deve visar uma mudança estrutural de longo prazo. O objetivo principal da Alemanha deve ser reduzir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis, e a mudança de fornecedores é apenas uma medida temporária e paliativa, que merece atenção.
As opiniões de Susanne e de outros especialistas indicam que a estratégia energética da Alemanha deve evoluir de uma simples evasão de riscos geopolíticos para uma transformação estrutural mais profunda. Expandir as energias renováveis e, ao mesmo tempo, abandonar a dependência de combustíveis fósseis será o verdadeiro desafio para a autossuficiência energética da Alemanha.
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Suzanne aponta a crise energética na Alemanha: estratégia de saída da dependência do LNG dos EUA
Os desafios de fornecimento de energia que a Alemanha enfrenta não são apenas uma questão de aquisição de recursos, mas uma questão fundamental de riscos geopolíticos e segurança económica. Susanne, especialista em energia do Centro de Pesquisa Helmholtz em Berlim, alerta fortemente para as ameaças que a elevada dependência do gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos traz para a Alemanha.
Riscos geopolíticos decorrentes da dependência do GNL dos EUA
De acordo com a análise de Susanne, a dependência excessiva dos EUA não é apenas um problema de fornecimento de energia, mas pode funcionar como um meio de exercer poder político. A tendência autoritária do governo dos EUA e a força geopolítica podem influenciar a política energética da Alemanha, o que não pode ser ignorado. Com base nesses fatores de risco, o chanceler Olaf Scholz considera urgente a mudança para uma estratégia de diversificação de fontes de energia.
Scholz tem promovido uma diplomacia energética focada na região do Oriente Médio, priorizando o fortalecimento das relações com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. Depois, visitou o Catar e os Emirados Árabes Unidos, buscando estabelecer relações com múltiplos países fornecedores, com o objetivo de reduzir a dependência de uma única nação.
Abordagem prática na estratégia de diversificação
As propostas de Susanne não se limitam a uma simples troca de países fornecedores de GNL. Ela destaca a necessidade de combinar diferentes fontes de fornecimento, como gás por gasoduto da Noruega, GNL do Canadá e da Austrália, para diversificar os riscos.
Essas alternativas podem não apenas reduzir os riscos geopolíticos, mas também ajudar a mitigar a volatilidade dos preços. Claudia Kenfart, chefe do departamento de transporte, energia e meio ambiente do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica, reforça que mudar apenas o país fornecedor não resolve a questão de forma fundamental.
Uma transição radical dos combustíveis fósseis
Um ponto importante defendido por Kenfart é que a estratégia de diversificação energética deve visar uma mudança estrutural de longo prazo. O objetivo principal da Alemanha deve ser reduzir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis, e a mudança de fornecedores é apenas uma medida temporária e paliativa, que merece atenção.
As opiniões de Susanne e de outros especialistas indicam que a estratégia energética da Alemanha deve evoluir de uma simples evasão de riscos geopolíticos para uma transformação estrutural mais profunda. Expandir as energias renováveis e, ao mesmo tempo, abandonar a dependência de combustíveis fósseis será o verdadeiro desafio para a autossuficiência energética da Alemanha.