Bitcoin, após uma forte correção, está passando por uma limpeza profunda no mercado. De acordo com os dados mais recentes, o preço atual do BTC é de $68.940, com uma variação de +3,60% nas últimas 24 horas. Este repique ocorreu em um momento crítico, onde múltiplas pressões convergiram. Além disso, o alerta sistemático do renomado investidor Michael Burry revela os riscos reais por trás desta queda.
Aviso de espiral da morte de Michael Burry: risco sistêmico para detentores corporativos
Na semana passada, Michael Burry fez uma análise alarmante, afirmando que há falhas graves na narrativa de Bitcoin como ativo de investimento. Burry destacou que, enquanto o ouro e a prata se fortalecem devido às expectativas de depreciação do dólar, o Bitcoin não acompanha essa tendência — desafiando sua função de reserva de valor.
Mais preocupante ainda é sua preocupação com o balanço patrimonial das empresas. Ele alertou que, se o Bitcoin cair mais 10%, a maior detentora corporativa de BTC — a MicroStrategy — enfrentará dificuldades severas, com risco de limitação de financiamento. A teoria da “espiral da morte” de Burry descreve um efeito dominó: empresas forçadas a liquidar suas posições provocam vendas em cadeia, atraindo investidores mais fracos a saírem também, formando um ciclo vicioso de queda.
Historicamente, o BTC já caiu cerca de 40% desde seu pico em outubro do ano passado, o que valida as preocupações de investidores céticos quanto às estratégias de investimento corporativo. Quando o capital institucional enfrenta pressão, o risco sistêmico passa da teoria à ameaça concreta.
Saída contínua de fundos à vista: quão longe está o fundo do mercado?
Segundo dados on-chain da Coinglass, até 4 de fevereiro, a saída de fundos de exchanges à vista atingiu US$ 54,45 milhões — marcando duas semanas consecutivas de fluxo líquido negativo. Não houve dias de acumulação significativa nesse período, apenas uma pressão constante de distribuição.
Este padrão de saída é um sinal de alerta. Quando o preço cai acompanhado de saída de fundos à vista, não indica que os investidores estão entrando na compra do fundo, mas sim que os detentores estão reduzindo suas posições gradualmente. A falta de demanda de compra efetiva sugere que, se o alerta de risco de Burry se concretizar, a pressão de venda à vista pode acelerar drasticamente. A questão crucial é onde se encontra a demanda real no mercado.
Cenário técnico em crise: RSI em sobrevenda e resistência de médias móveis
No gráfico diário, o Bitcoin está preso dentro de um canal de baixa bem definido — uma estrutura que desde outubro do ano passado tem pressionado as altas. Quatro médias móveis formando um agrupamento denso exercem resistência contínua: a média de 20 dias em US$ 84.468, a de 50 dias em US$ 88.280, a de 100 dias em US$ 92.655 e a de 200 dias em US$ 97.132.
O índice de força relativa (RSI) caiu para 28,75, atingindo uma zona de sobrevenda pela primeira vez desde a correção de novembro de 2024. Embora sinais extremos de sobrevenda possam preceder uma recuperação, essa condição técnica “barata” só se concretizará em uma reversão real se houver confirmação na estrutura de preços e no fluxo de fundos. Valores extremos de indicadores por si só não garantem mudança de tendência.
A linha de tendência de baixa, vigente desde outubro, continua a limitar tentativas de alta, com o preço formando picos mais baixos e fundos mais baixos. O suporte técnico principal está em US$ 65.000; se a linha de defesa de US$ 74.000 for perdida, o próximo alvo será a zona de demanda em US$ 65.000.
Sinal das Bandas de Bollinger na curto prazo: recuperação ou continuação da queda?
No gráfico de 4 horas, o Bitcoin chegou a romper a banda inferior de Bollinger (US$ 74.743), mas logo se recuperou para cerca de US$ 76.650. A média móvel simples de 20 períodos (SMA) está em US$ 77.435, atuando como resistência imediata para qualquer tentativa de recuperação.
O indicador Supertrend mantém sinal de baixa, com stop-loss em US$ 78.137, reforçando a dominância da tendência de baixa no curto prazo. A banda superior de Bollinger em US$ 80.126 representa a primeira barreira para uma reversão de momentum — os compradores precisarão fechar acima dessa linha para sinalizar uma mudança de força.
A recuperação atual deve ser vista mais como um alívio técnico dentro de uma tendência de baixa do que uma reversão de direção. Sem suporte claro dos fundamentos ou do fluxo de capital, esses movimentos de alta são apenas pausas na tendência de queda.
Perspectivas e direção: confronto entre touros e ursos
O ponto de inflexão principal no cenário atual é a média de 20 dias em US$ 84.468.
Cenário de alta: requer um fechamento diário acima dessa resistência, o que recuperaria as médias móveis principais dentro do canal de baixa e enviaria um sinal de estabilidade ao mercado — indicando que US$ 75.000 pode representar um fundo de fase. Essa possibilidade depende de uma melhora no sentimento corporativo e na entrada de fundos à vista, embora seja relativamente improvável.
Cenário de baixa: é um fechamento abaixo de US$ 74.000, o que confirmaria a teoria da “espiral da morte” de Burry e levaria o preço para a zona de oferta em US$ 65.000. Considerando a pressão contínua sobre o balanço das empresas e a saída de fundos à vista, esse cenário de baixa parece mais plausível no momento.
O que o Bitcoin está fazendo agora não é apenas uma questão de preço, mas uma análise profunda sobre estratégias de detenção corporativa, sentimento de mercado e estrutura técnica — o resultado dessa dinâmica determinará o rumo futuro do mercado.
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Trabalho aprofundado sobre o BTC: análise completa desde o fundo de $68K até o alerta de risco
Bitcoin, após uma forte correção, está passando por uma limpeza profunda no mercado. De acordo com os dados mais recentes, o preço atual do BTC é de $68.940, com uma variação de +3,60% nas últimas 24 horas. Este repique ocorreu em um momento crítico, onde múltiplas pressões convergiram. Além disso, o alerta sistemático do renomado investidor Michael Burry revela os riscos reais por trás desta queda.
Aviso de espiral da morte de Michael Burry: risco sistêmico para detentores corporativos
Na semana passada, Michael Burry fez uma análise alarmante, afirmando que há falhas graves na narrativa de Bitcoin como ativo de investimento. Burry destacou que, enquanto o ouro e a prata se fortalecem devido às expectativas de depreciação do dólar, o Bitcoin não acompanha essa tendência — desafiando sua função de reserva de valor.
Mais preocupante ainda é sua preocupação com o balanço patrimonial das empresas. Ele alertou que, se o Bitcoin cair mais 10%, a maior detentora corporativa de BTC — a MicroStrategy — enfrentará dificuldades severas, com risco de limitação de financiamento. A teoria da “espiral da morte” de Burry descreve um efeito dominó: empresas forçadas a liquidar suas posições provocam vendas em cadeia, atraindo investidores mais fracos a saírem também, formando um ciclo vicioso de queda.
Historicamente, o BTC já caiu cerca de 40% desde seu pico em outubro do ano passado, o que valida as preocupações de investidores céticos quanto às estratégias de investimento corporativo. Quando o capital institucional enfrenta pressão, o risco sistêmico passa da teoria à ameaça concreta.
Saída contínua de fundos à vista: quão longe está o fundo do mercado?
Segundo dados on-chain da Coinglass, até 4 de fevereiro, a saída de fundos de exchanges à vista atingiu US$ 54,45 milhões — marcando duas semanas consecutivas de fluxo líquido negativo. Não houve dias de acumulação significativa nesse período, apenas uma pressão constante de distribuição.
Este padrão de saída é um sinal de alerta. Quando o preço cai acompanhado de saída de fundos à vista, não indica que os investidores estão entrando na compra do fundo, mas sim que os detentores estão reduzindo suas posições gradualmente. A falta de demanda de compra efetiva sugere que, se o alerta de risco de Burry se concretizar, a pressão de venda à vista pode acelerar drasticamente. A questão crucial é onde se encontra a demanda real no mercado.
Cenário técnico em crise: RSI em sobrevenda e resistência de médias móveis
No gráfico diário, o Bitcoin está preso dentro de um canal de baixa bem definido — uma estrutura que desde outubro do ano passado tem pressionado as altas. Quatro médias móveis formando um agrupamento denso exercem resistência contínua: a média de 20 dias em US$ 84.468, a de 50 dias em US$ 88.280, a de 100 dias em US$ 92.655 e a de 200 dias em US$ 97.132.
O índice de força relativa (RSI) caiu para 28,75, atingindo uma zona de sobrevenda pela primeira vez desde a correção de novembro de 2024. Embora sinais extremos de sobrevenda possam preceder uma recuperação, essa condição técnica “barata” só se concretizará em uma reversão real se houver confirmação na estrutura de preços e no fluxo de fundos. Valores extremos de indicadores por si só não garantem mudança de tendência.
A linha de tendência de baixa, vigente desde outubro, continua a limitar tentativas de alta, com o preço formando picos mais baixos e fundos mais baixos. O suporte técnico principal está em US$ 65.000; se a linha de defesa de US$ 74.000 for perdida, o próximo alvo será a zona de demanda em US$ 65.000.
Sinal das Bandas de Bollinger na curto prazo: recuperação ou continuação da queda?
No gráfico de 4 horas, o Bitcoin chegou a romper a banda inferior de Bollinger (US$ 74.743), mas logo se recuperou para cerca de US$ 76.650. A média móvel simples de 20 períodos (SMA) está em US$ 77.435, atuando como resistência imediata para qualquer tentativa de recuperação.
O indicador Supertrend mantém sinal de baixa, com stop-loss em US$ 78.137, reforçando a dominância da tendência de baixa no curto prazo. A banda superior de Bollinger em US$ 80.126 representa a primeira barreira para uma reversão de momentum — os compradores precisarão fechar acima dessa linha para sinalizar uma mudança de força.
A recuperação atual deve ser vista mais como um alívio técnico dentro de uma tendência de baixa do que uma reversão de direção. Sem suporte claro dos fundamentos ou do fluxo de capital, esses movimentos de alta são apenas pausas na tendência de queda.
Perspectivas e direção: confronto entre touros e ursos
O ponto de inflexão principal no cenário atual é a média de 20 dias em US$ 84.468.
Cenário de alta: requer um fechamento diário acima dessa resistência, o que recuperaria as médias móveis principais dentro do canal de baixa e enviaria um sinal de estabilidade ao mercado — indicando que US$ 75.000 pode representar um fundo de fase. Essa possibilidade depende de uma melhora no sentimento corporativo e na entrada de fundos à vista, embora seja relativamente improvável.
Cenário de baixa: é um fechamento abaixo de US$ 74.000, o que confirmaria a teoria da “espiral da morte” de Burry e levaria o preço para a zona de oferta em US$ 65.000. Considerando a pressão contínua sobre o balanço das empresas e a saída de fundos à vista, esse cenário de baixa parece mais plausível no momento.
O que o Bitcoin está fazendo agora não é apenas uma questão de preço, mas uma análise profunda sobre estratégias de detenção corporativa, sentimento de mercado e estrutura técnica — o resultado dessa dinâmica determinará o rumo futuro do mercado.