Empresas americanas revelam despedimentos em massa em fevereiro: o primeiro trimestre ameaça volatilidade

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A início de fevereiro, importantes institutos de análise de emprego divulgaram um cenário preocupante: os despedimentos anunciados em janeiro atingiram níveis sem precedentes nos últimos 17 anos. A firma especializada em recursos humanos Challenger, Gray & Christmas revelou que as empresas planejaram mais de 108.000 cortes de emprego, representando um aumento de 118% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Este aumento reflete não apenas mudanças nas estratégias empresariais, mas também a profunda incerteza que envolve as perspetivas económicas.

Números históricos que marcam um ponto de viragem

Os números falam por si: 108.435 despedimentos projetados em janeiro constituem o valor mais elevado para este mês desde que a economia global se recuperou em 2009. Andy Challenger, executivo da empresa, destacou que, embora o primeiro trimestre habitualmente registre maiores ajustamentos laborais, a magnitude de janeiro foi extraordinária. O mais significativo é que a maioria destes cortes foi formulada no final de 2025, revelando o pessimismo empresarial relativamente às condições do mercado para o próximo ano.

Setores mais afetados pelos despedimentos

O impacto não se distribui de forma uniforme. O transporte experimentou o maior número de anúncios de reestruturação, com a United Parcel Service liderando os despedimentos setoriais com 31.243 posições eliminadas. O setor tecnológico, historicamente volátil em matéria de emprego, registou 22.291 reduções laborais, sendo a Amazon responsável por 16.000 destas, consolidando-se como um dos maiores contributores para esta tendência.

A indústria da saúde também foi severamente atingida. Os cortes nesta área obedecem parcialmente a restrições nos reembolsos dos programas estatais Medicaid e Medicare, pressão que obrigou muitas organizações de saúde a ajustar a sua estrutura de pessoal.

O que estes despedimentos anunciam

Estes anúncios de despedimento não são simplesmente números estatísticos; funcionam como indicadores do estado emocional empresarial. A concentração de cortes comunicados no final de 2025 sugere que as empresas enfrentam cenários de risco considerável para 2026, levando-as a tomar decisões preventivas sobre a sua força de trabalho. Esta dinâmica aponta para um primeiro trimestre potencialmente volátil, onde o mercado de trabalho poderá experimentar turbulências adicionais, dependendo de como evoluam os fatores de incerteza económica.

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