Enquanto a maioria das pessoas ainda pensa em como otimizar as redes de comunicação existentes, a Helium já está a construir algo completamente diferente. Este projeto, criado por Amir Halim, Sean Fanning e Sean Carey em 2013, está a redefinir a forma como as ligações sem fios funcionam, usando blockchain. Desde a sua fase de prova de conceito até a criação de uma ecossistema com mais de um milhão de dispositivos ativos, a Helium demonstra o verdadeiro potencial de uma infraestrutura descentralizada.
Gigante invisível no setor de IoT: Como a Helium conecta o mundo
No setor tradicional de telecomunicações, operadores centralizados controlam toda a rede. Mas a Helium seguiu um caminho diferente. Este ecossistema, através do deployment de inúmeros pontos de acesso independentes, criou uma rede sem fios global, impulsionada pela comunidade.
Atualmente, a Helium já implantou mais de 1000 milhões de pontos de acesso em 77.000 cidades de 192 países. Estes nós cobrem não só centros urbanos, mas também áreas rurais e remotas — lugares normalmente inacessíveis às redes tradicionais. Cada proprietário de ponto de acesso pode ser recompensado por manter a rede, formando uma infraestrutura auto-sustentável e descentralizada.
Este ecossistema combina o protocolo LoRaWAN com blockchain. O fluxo de dados é claro: sensores enviam dados para os pontos de acesso da Helium, que os roteiam através de servidores LoRaWAN até ao servidor de aplicações. Durante este processo, o utilizador paga 1 Data Credit (DC) por cada pacote de 24 bytes, um custo muito inferior ao dos serviços tradicionais de IoT.
De cobertura a 5G: A expansão em múltiplas camadas do ecossistema Helium
Para além das características de longo alcance e baixo consumo do LoRaWAN, a Helium está a construir uma rede móvel 5G. Esta iniciativa baseia-se na banda de espectro CBRS (Citizen Broadband Radio Service), permitindo que pessoas comuns se tornem operadoras de redes móveis. Só no último ano, a Helium já implantou 8000 dispositivos de rádio 5G.
A aplicação Helium Mobile oferece um serviço móvel de consumo. Os utilizadores na área de Miami, por exemplo, já podem experimentar um plano ilimitado por 5 dólares por mês. Em comparação, a Helium cobra 0,5 dólares por GB de dados, um valor ainda muito inferior ao dos operadores tradicionais. Esta vantagem de custos advém da descentralização da rede — sem custos operacionais centrais elevados.
Três casos reais: os números falam por si
A Helium não é só teoria, tem aplicações concretas.
Caso Roof Tec: Esta empresa de serviços de telhados em Washington usa sensores Helium para monitorizar em tempo real indicadores críticos de edifícios. Num monitoramento, detectaram uma ventilação avariada, evitando um custo de substituição do telhado de 40.000 dólares.
Caso Greenmetrics: Esta startup de tecnologia verde em Portugal usa Helium para irrigação de precisão. Com sensores de solo e estações meteorológicas sem fios, reduziram os custos de irrigação entre 14% e 28%, além de diminuir o custo dos equipamentos em 5 a 10 vezes.
Caso Owen Equipment: Fabricante de equipamentos nos EUA, cansado dos altos custos e baixa fiabilidade do 3G, mudou para uma solução de rastreamento baseada em LoRaWAN da Helium. Como resultado, os custos logísticos caíram 47%, a proteção de ativos melhorou e a duração da bateria dobrou. Estes exemplos têm um ponto comum: a Helium, ao descentralizar, reduz significativamente os custos de infraestrutura.
Um ponto de viragem: por que a Helium migrou para a Solana
Na primavera de 2023, a Helium tomou uma decisão ousada — abandonar a sua blockchain Layer 1 independente e migrar para a Solana. Este movimento, que parece radical, na verdade resolve problemas urgentes.
A blockchain nativa da Helium enfrentava limitações na escalabilidade de duas funções principais: primeiro, o consenso PoC (Proof of Coverage). Com o aumento do número de pontos de acesso, verificar a cobertura de cada nó tornou-se cada vez mais complexo. Segundo, a fiabilidade na transmissão de dados — com mais dispositivos ativos, garantir a segurança na transmissão entre milhões de dispositivos tornou-se difícil.
A Solana oferece o quê? Primeiramente, desempenho — as taxas de transação na Solana são, em média, 0,00025 dólares, enquanto na Helium eram 0,35 dólares, uma redução superior a 1000 vezes. Em segundo lugar, o ecossistema — a Solana tem uma comunidade de desenvolvedores vasta, usando a linguagem Rust (em contraste com o Erlang usado anteriormente na Helium), facilitando a atração de novos programadores. Terceiro, oportunidades DeFi — após a migração, os tokens HNT, IOT e MOBILE podem ser negociados em plataformas como Orca e Kamino, obtendo liquidez e participando na governança.
Renovação na experiência do utilizador: NFTs, armazenamento comprimido e contratos inteligentes
A migração trouxe uma mudança visível: a tokenização dos pontos de acesso. Na Solana, cada ponto de acesso Helium é criado como um NFT, possibilitando novas funcionalidades — como mercados de troca de pontos, validação de permissões e autenticação de identidade. Além disso, a Helium usa NFTs comprimidos da Solana, reduzindo drasticamente custos de armazenamento e taxas de transação.
Os contratos inteligentes também foram introduzidos, tornando a rede Helium mais flexível. Agora, os desenvolvedores podem criar aplicações complexas, além da simples transmissão de dados. Desde monitorização ambiental até rastreamento de ativos, passando por cidades inteligentes e agricultura de precisão, várias aplicações inovadoras tornam-se possíveis.
A Helium Foundation relançou o programa de financiamento, apoiando o desenvolvimento de hardware e software de código aberto, promovendo ainda mais inovação na ecossistema.
Economia de tokens: o papel de HNT, IOT e MOBILE
A economia da Helium gira em torno de vários tokens-chave:
HNT é o ativo base da rede, com um limite máximo de 2,23 mil milhões. Este token serve para pagar taxas de transmissão de dados (que são queimadas e convertidas em DC) e para participar na governança da rede. Atualmente, o preço do HNT é 0,81 dólares, com uma queda de 3,55% nas últimas 24 horas, e uma capitalização de mercado de 150,68 milhões de dólares.
IOT é o token de incentivo para sub-redes IoT, obtido por pontos de acesso LoRaWAN operados. O limite máximo é de 200 mil milhões.
MOBILE incentiva os participantes da rede 5G. O preço atual está próximo de 0,00 dólares, com uma queda de 5,84% nas últimas 24 horas, e uma capitalização de 6,65 milhões de dólares. Ambos os tokens podem ser trocados por HNT e participam na governança de seus ecossistemas.
SOL é necessário para interagir com a Solana, pagando taxas de rede. O preço atual é 81,30 dólares, com uma queda de 3,07% nas últimas 24 horas, e uma capitalização de mercado de 46,16 bilhões de dólares, sendo uma componente essencial após a migração da Helium.
DC (Data Credit) é criado através da queima de HNT, usado para pagar as taxas de transmissão de dados na rede Helium.
Governança veToken: além do voto simples
A evolução da governança da Helium reflete um pensamento profundo sobre descentralização. Após a migração, a rede adotou o modelo veToken — uma inovação inspirada na Curve.
Os utilizadores podem bloquear HNT, IOT ou MOBILE, recebendo direitos de voto proporcionais ao montante e ao período de bloqueio. Quanto mais tempo mantêm o token bloqueado, maior o poder de voto. Este mecanismo incentiva a participação a longo prazo, em vez de especulação de curto prazo.
A Helium Network, as sub-redes IoT e Mobile têm mecanismos de governança independentes. Os detentores de veHNT, veIOT e veMOBILE participam nas decisões relevantes, como ajustes na emissão de HNT ou no desenvolvimento do ecossistema IoT e 5G.
O bloqueio de HNT também oferece recompensas em tokens, enquanto o bloqueio de IOT e MOBILE apenas aumenta o poder de voto. Este equilíbrio incentiva a participação e a distribuição de poder na rede.
O futuro da Helium: da infraestrutura à ecossistema de aplicações
A Helium está a evoluir para uma camada completa de infraestrutura sem fios. Não só conecta dispositivos, mas também fornece canais de transmissão de dados confiáveis e descentralizados para diversas aplicações.
Desde monitorização em cidades inteligentes, irrigação de precisão, alertas de incêndios florestais, até rastreamento de ativos logísticos — as possibilidades continuam a expandir-se. Já há 25 fabricantes de pontos de acesso e 4 parceiros de roaming LoRaWAN, além de colaborações com operadoras de telecomunicações tradicionais.
Este “The People’s Network” (Rede do Povo) valoriza a participação de cidadãos comuns na construção da infraestrutura global, oferecendo também benefícios económicos. É um verdadeiro desafio ao setor de telecomunicações centralizado tradicional.
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Helium: Como a rede sem fios descentralizada está a remodelar o ecossistema IoT
Enquanto a maioria das pessoas ainda pensa em como otimizar as redes de comunicação existentes, a Helium já está a construir algo completamente diferente. Este projeto, criado por Amir Halim, Sean Fanning e Sean Carey em 2013, está a redefinir a forma como as ligações sem fios funcionam, usando blockchain. Desde a sua fase de prova de conceito até a criação de uma ecossistema com mais de um milhão de dispositivos ativos, a Helium demonstra o verdadeiro potencial de uma infraestrutura descentralizada.
Gigante invisível no setor de IoT: Como a Helium conecta o mundo
No setor tradicional de telecomunicações, operadores centralizados controlam toda a rede. Mas a Helium seguiu um caminho diferente. Este ecossistema, através do deployment de inúmeros pontos de acesso independentes, criou uma rede sem fios global, impulsionada pela comunidade.
Atualmente, a Helium já implantou mais de 1000 milhões de pontos de acesso em 77.000 cidades de 192 países. Estes nós cobrem não só centros urbanos, mas também áreas rurais e remotas — lugares normalmente inacessíveis às redes tradicionais. Cada proprietário de ponto de acesso pode ser recompensado por manter a rede, formando uma infraestrutura auto-sustentável e descentralizada.
Este ecossistema combina o protocolo LoRaWAN com blockchain. O fluxo de dados é claro: sensores enviam dados para os pontos de acesso da Helium, que os roteiam através de servidores LoRaWAN até ao servidor de aplicações. Durante este processo, o utilizador paga 1 Data Credit (DC) por cada pacote de 24 bytes, um custo muito inferior ao dos serviços tradicionais de IoT.
De cobertura a 5G: A expansão em múltiplas camadas do ecossistema Helium
Para além das características de longo alcance e baixo consumo do LoRaWAN, a Helium está a construir uma rede móvel 5G. Esta iniciativa baseia-se na banda de espectro CBRS (Citizen Broadband Radio Service), permitindo que pessoas comuns se tornem operadoras de redes móveis. Só no último ano, a Helium já implantou 8000 dispositivos de rádio 5G.
A aplicação Helium Mobile oferece um serviço móvel de consumo. Os utilizadores na área de Miami, por exemplo, já podem experimentar um plano ilimitado por 5 dólares por mês. Em comparação, a Helium cobra 0,5 dólares por GB de dados, um valor ainda muito inferior ao dos operadores tradicionais. Esta vantagem de custos advém da descentralização da rede — sem custos operacionais centrais elevados.
Três casos reais: os números falam por si
A Helium não é só teoria, tem aplicações concretas.
Caso Roof Tec: Esta empresa de serviços de telhados em Washington usa sensores Helium para monitorizar em tempo real indicadores críticos de edifícios. Num monitoramento, detectaram uma ventilação avariada, evitando um custo de substituição do telhado de 40.000 dólares.
Caso Greenmetrics: Esta startup de tecnologia verde em Portugal usa Helium para irrigação de precisão. Com sensores de solo e estações meteorológicas sem fios, reduziram os custos de irrigação entre 14% e 28%, além de diminuir o custo dos equipamentos em 5 a 10 vezes.
Caso Owen Equipment: Fabricante de equipamentos nos EUA, cansado dos altos custos e baixa fiabilidade do 3G, mudou para uma solução de rastreamento baseada em LoRaWAN da Helium. Como resultado, os custos logísticos caíram 47%, a proteção de ativos melhorou e a duração da bateria dobrou. Estes exemplos têm um ponto comum: a Helium, ao descentralizar, reduz significativamente os custos de infraestrutura.
Um ponto de viragem: por que a Helium migrou para a Solana
Na primavera de 2023, a Helium tomou uma decisão ousada — abandonar a sua blockchain Layer 1 independente e migrar para a Solana. Este movimento, que parece radical, na verdade resolve problemas urgentes.
A blockchain nativa da Helium enfrentava limitações na escalabilidade de duas funções principais: primeiro, o consenso PoC (Proof of Coverage). Com o aumento do número de pontos de acesso, verificar a cobertura de cada nó tornou-se cada vez mais complexo. Segundo, a fiabilidade na transmissão de dados — com mais dispositivos ativos, garantir a segurança na transmissão entre milhões de dispositivos tornou-se difícil.
A Solana oferece o quê? Primeiramente, desempenho — as taxas de transação na Solana são, em média, 0,00025 dólares, enquanto na Helium eram 0,35 dólares, uma redução superior a 1000 vezes. Em segundo lugar, o ecossistema — a Solana tem uma comunidade de desenvolvedores vasta, usando a linguagem Rust (em contraste com o Erlang usado anteriormente na Helium), facilitando a atração de novos programadores. Terceiro, oportunidades DeFi — após a migração, os tokens HNT, IOT e MOBILE podem ser negociados em plataformas como Orca e Kamino, obtendo liquidez e participando na governança.
Renovação na experiência do utilizador: NFTs, armazenamento comprimido e contratos inteligentes
A migração trouxe uma mudança visível: a tokenização dos pontos de acesso. Na Solana, cada ponto de acesso Helium é criado como um NFT, possibilitando novas funcionalidades — como mercados de troca de pontos, validação de permissões e autenticação de identidade. Além disso, a Helium usa NFTs comprimidos da Solana, reduzindo drasticamente custos de armazenamento e taxas de transação.
Os contratos inteligentes também foram introduzidos, tornando a rede Helium mais flexível. Agora, os desenvolvedores podem criar aplicações complexas, além da simples transmissão de dados. Desde monitorização ambiental até rastreamento de ativos, passando por cidades inteligentes e agricultura de precisão, várias aplicações inovadoras tornam-se possíveis.
A Helium Foundation relançou o programa de financiamento, apoiando o desenvolvimento de hardware e software de código aberto, promovendo ainda mais inovação na ecossistema.
Economia de tokens: o papel de HNT, IOT e MOBILE
A economia da Helium gira em torno de vários tokens-chave:
HNT é o ativo base da rede, com um limite máximo de 2,23 mil milhões. Este token serve para pagar taxas de transmissão de dados (que são queimadas e convertidas em DC) e para participar na governança da rede. Atualmente, o preço do HNT é 0,81 dólares, com uma queda de 3,55% nas últimas 24 horas, e uma capitalização de mercado de 150,68 milhões de dólares.
IOT é o token de incentivo para sub-redes IoT, obtido por pontos de acesso LoRaWAN operados. O limite máximo é de 200 mil milhões.
MOBILE incentiva os participantes da rede 5G. O preço atual está próximo de 0,00 dólares, com uma queda de 5,84% nas últimas 24 horas, e uma capitalização de 6,65 milhões de dólares. Ambos os tokens podem ser trocados por HNT e participam na governança de seus ecossistemas.
SOL é necessário para interagir com a Solana, pagando taxas de rede. O preço atual é 81,30 dólares, com uma queda de 3,07% nas últimas 24 horas, e uma capitalização de mercado de 46,16 bilhões de dólares, sendo uma componente essencial após a migração da Helium.
DC (Data Credit) é criado através da queima de HNT, usado para pagar as taxas de transmissão de dados na rede Helium.
Governança veToken: além do voto simples
A evolução da governança da Helium reflete um pensamento profundo sobre descentralização. Após a migração, a rede adotou o modelo veToken — uma inovação inspirada na Curve.
Os utilizadores podem bloquear HNT, IOT ou MOBILE, recebendo direitos de voto proporcionais ao montante e ao período de bloqueio. Quanto mais tempo mantêm o token bloqueado, maior o poder de voto. Este mecanismo incentiva a participação a longo prazo, em vez de especulação de curto prazo.
A Helium Network, as sub-redes IoT e Mobile têm mecanismos de governança independentes. Os detentores de veHNT, veIOT e veMOBILE participam nas decisões relevantes, como ajustes na emissão de HNT ou no desenvolvimento do ecossistema IoT e 5G.
O bloqueio de HNT também oferece recompensas em tokens, enquanto o bloqueio de IOT e MOBILE apenas aumenta o poder de voto. Este equilíbrio incentiva a participação e a distribuição de poder na rede.
O futuro da Helium: da infraestrutura à ecossistema de aplicações
A Helium está a evoluir para uma camada completa de infraestrutura sem fios. Não só conecta dispositivos, mas também fornece canais de transmissão de dados confiáveis e descentralizados para diversas aplicações.
Desde monitorização em cidades inteligentes, irrigação de precisão, alertas de incêndios florestais, até rastreamento de ativos logísticos — as possibilidades continuam a expandir-se. Já há 25 fabricantes de pontos de acesso e 4 parceiros de roaming LoRaWAN, além de colaborações com operadoras de telecomunicações tradicionais.
Este “The People’s Network” (Rede do Povo) valoriza a participação de cidadãos comuns na construção da infraestrutura global, oferecendo também benefícios económicos. É um verdadeiro desafio ao setor de telecomunicações centralizado tradicional.