Quando calculamos a correlação de retorno entre Bitcoin e ouro desde 2019, descobrimos que o coeficiente de correlação entre ambos é de apenas 0,14, praticamente sem correlação. Outro conjunto de dados mostra que o coeficiente de correlação entre Bitcoin e ouro está ainda mais em torno de -0,37.
A análise indica que o mercado de criptomoedas, especialmente o Bitcoin, está formando uma tendência totalmente diferente dos ativos tradicionais. Essa baixa correlação não é por acaso, mas sim determinada pelas suas propriedades de mercado e fatores de impulso completamente distintos.
Estado atual do mercado: lógicas diferentes por trás do aumento sincronizado
O mercado financeiro global de fevereiro de 2026 apresenta um quadro complexo. Em 9 de fevereiro, o mercado internacional de metais preciosos mostrou força, com o preço do ouro à vista continuando a subir, com um aumento diário de 1,66%, ultrapassando vários níveis-chave.
Ao mesmo tempo, o mercado de criptomoedas também demonstrou forte impulso no mesmo dia. O preço do Bitcoin atingiu momentaneamente US$ 72.000, com um aumento diário de 4,27%, apresentando um desempenho significativamente superior ao do ouro.
À primeira vista, esses dois tipos de ativos parecem estar passando por um mercado de alta, mas os fatores que os impulsionam são bastante diferentes.
A alta do ouro é mais influenciada por fatores econômicos tradicionais, incluindo expectativas sobre a política do Federal Reserve, preocupações com a inflação e a demanda contínua de bancos centrais globais por ouro. Já a alta do Bitcoin é impulsionada principalmente por fatores internos ao mercado de criptomoedas.
Análise de dados: evidências da baixa correlação entre ouro e Bitcoin
Através da plataforma de análise de dados profissional Newhedge, podemos claramente observar o desempenho da correlação entre Bitcoin e ouro. Os dados mais recentes mostram que o coeficiente de correlação entre ambos é de aproximadamente -0,37, indicando uma correlação negativa leve.
O CEO da ARK Invest, Cathie Wood, também apontou recentemente que, ao calcular a correlação de retorno entre Bitcoin e ouro desde 2019, o coeficiente de correlação é de apenas 0,14, podendo-se quase considerar que não há correlação.
A seguir, os resultados de análises de diferentes fontes sobre a correlação entre ambos:
Fonte de dados
Coeficiente de correlação
Período
Interpretação da correlação
Newhedge
-0,37
Dados em tempo real
Correlação negativa leve
ARK Invest
0,14
De 2019 até hoje
Quase sem correlação
Essa baixa correlação não é por acaso, mas sim determinada pelas diferenças essenciais nas propriedades dos ativos e na estrutura do mercado. A volatilidade do coeficiente de correlação também demonstra a dinâmica da relação entre eles.
Diferenças fundamentais: comparação das propriedades de mercado de ouro e Bitcoin
Bitcoin é frequentemente chamado de “ouro digital” pelo mercado, mas essa analogia é mais baseada na sua escassez comum. Na realidade, ouro e Bitcoin apresentam diferenças fundamentais em vários aspectos.
O ouro, como ativo de refúgio tradicional, tem seu valor reconhecido pelo mercado global há milhares de anos, e sua volatilidade de preço geralmente está relacionada a ciclos econômicos, riscos geopolíticos e políticas monetárias.
Por outro lado, o Bitcoin tem pouco mais de uma década de história. Sua essência é uma ativo digital baseado na tecnologia blockchain, cujo preço é mais influenciado por inovação tecnológica, sentimento de mercado, ambiente regulatório e adoção.
O mercado de ouro já é altamente maduro e institucionalizado, enquanto o mercado de criptomoedas ainda está em rápido desenvolvimento, com uma proporção elevada de investidores individuais, o que aumenta a volatilidade de preços. Essa diferença estrutural determina que a lógica de formação de preços e os fatores de impulso sejam completamente diferentes.
Fatores de impulso: catalisadores de mercado totalmente distintos
A volatilidade do preço do ouro costuma estar relacionada a indicadores macroeconômicos, como taxa de inflação, juros reais, taxa de câmbio do dólar e riscos geopolíticos globais. Por exemplo, no final de janeiro até o início de fevereiro de 2026, o ouro passou por uma oscilação de mercado “montanha-russa”, fortemente relacionada às expectativas de política do Federal Reserve.
Já o preço do Bitcoin é mais influenciado por fatores internos ao mercado de criptomoedas. O desenvolvimento tecnológico da rede Bitcoin, mudanças no ambiente regulatório, adoção por instituições principais e indicadores de sentimento de mercado (como o índice de medo e ganância) têm impacto mais direto sobre seu preço.
Particularmente importante é o mecanismo de “halving” do Bitcoin (que ocorre aproximadamente a cada quatro anos, reduzindo pela metade a recompensa por bloco) e o limite fixo de 21 milhões de unidades, que fornecem fatores de impulso internos únicos, inexistentes em ativos tradicionais.
Insights de investimento: estratégias de alocação com baixa correlação
A baixa correlação entre Bitcoin e ouro tem grande valor para investidores. Ray Dalio já chamou a diversificação de “Cálice sagrado do investimento” — ele acredita que, ao combinar de 15 a 20 fluxos de retorno não correlacionados, é possível reduzir significativamente o risco sem diminuir o retorno esperado.
Essa baixa correlação significa que, ao incluir ouro e Bitcoin na carteira, é possível alcançar uma dispersão de risco mais eficiente. Quando o mercado financeiro tradicional enfrenta turbulências, o ouro pode se sair bem por sua característica de refúgio; já o Bitcoin, em ciclos econômicos inovadores, pode obter retornos excessivos devido à sua inovação.
No entanto, é importante notar que mudanças no ambiente de mercado podem alterar a correlação entre eles. Por exemplo, no início de março de 2020, durante a pandemia de COVID-19, tanto Bitcoin quanto ouro sofreram quedas sincronizadas, apresentando uma correlação de curto prazo rara.
Conclusão
Em um mercado financeiro em constante mudança, a baixa correlação entre Bitcoin e ouro já se tornou uma característica a não ser ignorada. Quando o ouro ultrapassa US$ 5000 por onça, atraindo investidores tradicionais em busca de preservação de riqueza, o Bitcoin também sobe para US$ 72.000, demonstrando o ritmo independente do mercado de ativos digitais.
Essa diferença não é uma mera consequência temporária do mercado, mas sim uma origem nas suas diferenças fundamentais: o ouro carrega um consenso de valor ao longo de milênios, enquanto o Bitcoin representa uma narrativa de inovação na era digital. Compreender a essência dessa baixa correlação pode ser a chave para construir uma carteira de investimentos diversificada de próxima geração.
Na plataforma Gate, você pode acompanhar claramente o desempenho em tempo real dessas duas classes de ativos e suas dinâmicas de relação, fornecendo os dados mais atualizados para suas decisões de investimento.
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Análise de correlação entre Bitcoin e ativos tradicionais: por que diz-se que a sua ligação ao ouro é extremamente baixa?
Quando calculamos a correlação de retorno entre Bitcoin e ouro desde 2019, descobrimos que o coeficiente de correlação entre ambos é de apenas 0,14, praticamente sem correlação. Outro conjunto de dados mostra que o coeficiente de correlação entre Bitcoin e ouro está ainda mais em torno de -0,37.
A análise indica que o mercado de criptomoedas, especialmente o Bitcoin, está formando uma tendência totalmente diferente dos ativos tradicionais. Essa baixa correlação não é por acaso, mas sim determinada pelas suas propriedades de mercado e fatores de impulso completamente distintos.
Estado atual do mercado: lógicas diferentes por trás do aumento sincronizado
O mercado financeiro global de fevereiro de 2026 apresenta um quadro complexo. Em 9 de fevereiro, o mercado internacional de metais preciosos mostrou força, com o preço do ouro à vista continuando a subir, com um aumento diário de 1,66%, ultrapassando vários níveis-chave.
Ao mesmo tempo, o mercado de criptomoedas também demonstrou forte impulso no mesmo dia. O preço do Bitcoin atingiu momentaneamente US$ 72.000, com um aumento diário de 4,27%, apresentando um desempenho significativamente superior ao do ouro.
À primeira vista, esses dois tipos de ativos parecem estar passando por um mercado de alta, mas os fatores que os impulsionam são bastante diferentes.
A alta do ouro é mais influenciada por fatores econômicos tradicionais, incluindo expectativas sobre a política do Federal Reserve, preocupações com a inflação e a demanda contínua de bancos centrais globais por ouro. Já a alta do Bitcoin é impulsionada principalmente por fatores internos ao mercado de criptomoedas.
Análise de dados: evidências da baixa correlação entre ouro e Bitcoin
Através da plataforma de análise de dados profissional Newhedge, podemos claramente observar o desempenho da correlação entre Bitcoin e ouro. Os dados mais recentes mostram que o coeficiente de correlação entre ambos é de aproximadamente -0,37, indicando uma correlação negativa leve.
O CEO da ARK Invest, Cathie Wood, também apontou recentemente que, ao calcular a correlação de retorno entre Bitcoin e ouro desde 2019, o coeficiente de correlação é de apenas 0,14, podendo-se quase considerar que não há correlação.
A seguir, os resultados de análises de diferentes fontes sobre a correlação entre ambos:
Essa baixa correlação não é por acaso, mas sim determinada pelas diferenças essenciais nas propriedades dos ativos e na estrutura do mercado. A volatilidade do coeficiente de correlação também demonstra a dinâmica da relação entre eles.
Diferenças fundamentais: comparação das propriedades de mercado de ouro e Bitcoin
Bitcoin é frequentemente chamado de “ouro digital” pelo mercado, mas essa analogia é mais baseada na sua escassez comum. Na realidade, ouro e Bitcoin apresentam diferenças fundamentais em vários aspectos.
O ouro, como ativo de refúgio tradicional, tem seu valor reconhecido pelo mercado global há milhares de anos, e sua volatilidade de preço geralmente está relacionada a ciclos econômicos, riscos geopolíticos e políticas monetárias.
Por outro lado, o Bitcoin tem pouco mais de uma década de história. Sua essência é uma ativo digital baseado na tecnologia blockchain, cujo preço é mais influenciado por inovação tecnológica, sentimento de mercado, ambiente regulatório e adoção.
O mercado de ouro já é altamente maduro e institucionalizado, enquanto o mercado de criptomoedas ainda está em rápido desenvolvimento, com uma proporção elevada de investidores individuais, o que aumenta a volatilidade de preços. Essa diferença estrutural determina que a lógica de formação de preços e os fatores de impulso sejam completamente diferentes.
Fatores de impulso: catalisadores de mercado totalmente distintos
A volatilidade do preço do ouro costuma estar relacionada a indicadores macroeconômicos, como taxa de inflação, juros reais, taxa de câmbio do dólar e riscos geopolíticos globais. Por exemplo, no final de janeiro até o início de fevereiro de 2026, o ouro passou por uma oscilação de mercado “montanha-russa”, fortemente relacionada às expectativas de política do Federal Reserve.
Já o preço do Bitcoin é mais influenciado por fatores internos ao mercado de criptomoedas. O desenvolvimento tecnológico da rede Bitcoin, mudanças no ambiente regulatório, adoção por instituições principais e indicadores de sentimento de mercado (como o índice de medo e ganância) têm impacto mais direto sobre seu preço.
Particularmente importante é o mecanismo de “halving” do Bitcoin (que ocorre aproximadamente a cada quatro anos, reduzindo pela metade a recompensa por bloco) e o limite fixo de 21 milhões de unidades, que fornecem fatores de impulso internos únicos, inexistentes em ativos tradicionais.
Insights de investimento: estratégias de alocação com baixa correlação
A baixa correlação entre Bitcoin e ouro tem grande valor para investidores. Ray Dalio já chamou a diversificação de “Cálice sagrado do investimento” — ele acredita que, ao combinar de 15 a 20 fluxos de retorno não correlacionados, é possível reduzir significativamente o risco sem diminuir o retorno esperado.
Essa baixa correlação significa que, ao incluir ouro e Bitcoin na carteira, é possível alcançar uma dispersão de risco mais eficiente. Quando o mercado financeiro tradicional enfrenta turbulências, o ouro pode se sair bem por sua característica de refúgio; já o Bitcoin, em ciclos econômicos inovadores, pode obter retornos excessivos devido à sua inovação.
No entanto, é importante notar que mudanças no ambiente de mercado podem alterar a correlação entre eles. Por exemplo, no início de março de 2020, durante a pandemia de COVID-19, tanto Bitcoin quanto ouro sofreram quedas sincronizadas, apresentando uma correlação de curto prazo rara.
Conclusão
Em um mercado financeiro em constante mudança, a baixa correlação entre Bitcoin e ouro já se tornou uma característica a não ser ignorada. Quando o ouro ultrapassa US$ 5000 por onça, atraindo investidores tradicionais em busca de preservação de riqueza, o Bitcoin também sobe para US$ 72.000, demonstrando o ritmo independente do mercado de ativos digitais.
Essa diferença não é uma mera consequência temporária do mercado, mas sim uma origem nas suas diferenças fundamentais: o ouro carrega um consenso de valor ao longo de milênios, enquanto o Bitcoin representa uma narrativa de inovação na era digital. Compreender a essência dessa baixa correlação pode ser a chave para construir uma carteira de investimentos diversificada de próxima geração.
Na plataforma Gate, você pode acompanhar claramente o desempenho em tempo real dessas duas classes de ativos e suas dinâmicas de relação, fornecendo os dados mais atualizados para suas decisões de investimento.