A proteção de criptomoedas é uma ferramenta de gestão de risco, mas na prática torna-se na origem de muitas armadilhas para os investidores. Isto não envolve apenas a complexidade operacional, mas também esconde armadilhas psicológicas. Este artigo, através de casos reais e partilha de experiências, revela por que estratégias de proteção aparentemente racionais acabam por levar os investidores a perdas significativas.
O que é proteção e arbitragem em criptomoedas
A lógica central da proteção de criptomoedas é “travar o preço”. A operação mais comum é comprar na spot (por exemplo, adquirir criptomoedas no valor de 10.000 dólares), ao mesmo tempo abrir uma posição vendida (short) no contrato (vender 1万 USDT, com alavancagem de 1x, ou 5000 USDT com alavancagem de 2x — alavancagens mais altas implicam risco de liquidação). Outra forma é transferir fundos para uma plataforma de trading com alavancagem, emprestar moedas para fazer uma posição vendida na spot, enquanto abre uma posição comprada no contrato.
Ao contrário da proteção, arbitragem enfatiza “lucro com a diferença de preço”. Quando há uma disparidade de preço na mesma moeda entre diferentes exchanges, ou taxas de financiamento anormais, os investidores podem obter lucros sem risco através de arbitragem. A proteção, por outro lado, serve para travar o preço de ativos já detidos, permitindo realizar atividades como staking, mineração, participação em snapshots de tokens, compras em IEO, etc., com maior tranquilidade.
A lógica central da operação de proteção
Qual é o objetivo de executar proteção? Simplificando, é travar o lucro e evitar riscos. Pode-se manter uma posição na spot, ao mesmo tempo abrir uma posição vendida no contrato, de modo que, independentemente do mercado subir ou descer, o valor dos seus ativos permaneça estável. Isto é semelhante à mineração no mercado secundário — teoricamente, sem risco.
No entanto, na prática, surge um problema: nem todas as moedas podem ser emprestadas. Por exemplo, após a fusão do Ethereum, alguns tokens na cadeia ERC foram emprestados, enquanto muitas altcoins pouco conhecidas (como HSC, KCS, etc.) são surpreendentemente fáceis de emprestar. Isto depende do inventário de empréstimo das exchanges e da procura do mercado.
Histórias típicas de perdas de três investidores experientes
Caso 1: De milhões a fugir para as sombras
O investidor A ficou rico rapidamente durante o mercado de 2017, atingindo um património de 1 milhão. A sua riqueza deve-se sobretudo a ter aproveitado o mercado em alta, fazendo várias apostas arriscadas — tudo por sorte, não por habilidade. É importante notar que ele tinha um carácter estável, capaz de manter posições a longo prazo, pelo que, durante a subida contínua, conseguiu lucros facilmente.
No entanto, a sorte acabou. Entre 2018 e 2020, durante o mercado em baixa, devido ao seu carácter igualmente estável — manter as posições, sem vender — o património reduziu-se de 1 milhão para 100-200 mil. Por norma, após o evento 312, o mercado em alta deveria ser a sua oportunidade de recuperação; com a sua capacidade de manter posições, transformar 200 mil em 2000 mil não seria impossível.
Mas cometeu um erro fatal. Na zona de fundo, não resistiu à tentação de tocar nos contratos. Perdas consecutivas levaram-no a vender tokens de altcoins na fase de fundo para cobrir posições. Quando o mercado em alta realmente chegou, já não tinha capital. Agora, já saiu completamente do mercado.
Caso 2: Ser destruído pelo seu próprio mundo
O investidor B, antes de entrar no mundo das criptomoedas, já tinha acumulado mais de 200 mil através de transações P2P. Tem um carácter estável, mas durante o mercado de 2017, inesperadamente, não obteve lucros — pelo contrário, viu os amigos na sua comunidade a ficarem ricos.
Este contraste despertou nele o desejo de investir. Mas veio o problema — uma queda repentina no mercado em baixa. Durante a baixa, começou a “brincar e fazer várias coisas”, operando de forma impulsiva com várias altcoins. Ignorou todos os conselhos, e até quando obteve lucros, ficou ainda mais confiante, vivendo no seu próprio mundo. No final, perdeu tudo, não por liquidação de contratos, mas por especulação cega em altcoins.
Veio a crise económica — ele e a esposa separaram-se, levando a um risco de ruptura do casamento.
Caso 3: A autodestruição do analista
O investidor C foi analista de contratos, e em 2017, trabalhou comigo na gestão de fundos de terceiros. Através de trading de fundos e contratos, acumulou riqueza rapidamente, ganhando 500 mil — já era uma grande conquista para uma pessoa comum.
Mas caiu na armadilha do autoengrandecimento. Se tivesse parado na altura, mudando para participar com o grupo na grande alta — desde a ascensão do Uniswap, arbitragem de “搬砖” (arbitragem de compra e venda de tokens), até às oportunidades de mineração — a sua riqueza teria crescido exponencialmente. Infelizmente, ficou preso no mundo da análise de contratos, perdendo todas as oportunidades importantes.
No final, começou a “desfazer o que construiu”, e as perdas evoluíram para dívidas. A situação atual já não é algo que eu queira mencionar.
Causas comuns de perdas em investimentos em criptomoedas
Através destas três histórias reais, podemos resumir as principais razões pelas quais os investidores perdem dinheiro:
Perda de controlo psicológico:
Confundir “sorte” com “habilidade”, levando a uma confiança excessiva
Cada perda é justificada com “esta é a última operação”, mas nunca conseguem parar
As pessoas não podem estar sempre com sorte, mas podem estar sempre com azar
Armadilhas operacionais:
Incapacidade de controlar o desejo de apostar tudo, investindo mais do que podem suportar
Não vender quando o mercado sobe, pensando que podem manter por mais tempo
Não cortar perdas quando o mercado desce, esperando uma recuperação
Ser influenciado por grupos de sinais, seguindo cegamente as ordens
Falta de conhecimento:
Tomar decisões de trading com base em intuição, não em dados
Ser vítima de fraudes, roubos de tokens, entrar em grupos de “cortar o mal pela raiz”
Ignorar completamente a gestão de risco
Conclusão: Compreender a essência da proteção
A proteção de criptomoedas é, por si só, uma ferramenta valiosa, mas só funciona se tiver suficiente autocontrolo e uma perceção correta. A principal razão das perdas de muitos investidores não está na estratégia de proteção em si, mas em não conseguir distinguir sorte de habilidade, não resistir à ganância, e não seguir disciplina.
Se já obtiver lucros consideráveis com os seus investimentos, pare de perseguir ganhos mais elevados. O mercado de criptomoedas oferece oportunidades eternamente, mas proteger o que já conquistou é muitas vezes mais importante do que tentar enriquecer rapidamente. Às vezes, a preguiça e a falta de estratégia levam a perdas, mas ações cegas costumam causar perdas ainda maiores.
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Análise de estratégias de cobertura em criptomoedas: por que muitos investidores estão presos em perdas profundas
A proteção de criptomoedas é uma ferramenta de gestão de risco, mas na prática torna-se na origem de muitas armadilhas para os investidores. Isto não envolve apenas a complexidade operacional, mas também esconde armadilhas psicológicas. Este artigo, através de casos reais e partilha de experiências, revela por que estratégias de proteção aparentemente racionais acabam por levar os investidores a perdas significativas.
O que é proteção e arbitragem em criptomoedas
A lógica central da proteção de criptomoedas é “travar o preço”. A operação mais comum é comprar na spot (por exemplo, adquirir criptomoedas no valor de 10.000 dólares), ao mesmo tempo abrir uma posição vendida (short) no contrato (vender 1万 USDT, com alavancagem de 1x, ou 5000 USDT com alavancagem de 2x — alavancagens mais altas implicam risco de liquidação). Outra forma é transferir fundos para uma plataforma de trading com alavancagem, emprestar moedas para fazer uma posição vendida na spot, enquanto abre uma posição comprada no contrato.
Ao contrário da proteção, arbitragem enfatiza “lucro com a diferença de preço”. Quando há uma disparidade de preço na mesma moeda entre diferentes exchanges, ou taxas de financiamento anormais, os investidores podem obter lucros sem risco através de arbitragem. A proteção, por outro lado, serve para travar o preço de ativos já detidos, permitindo realizar atividades como staking, mineração, participação em snapshots de tokens, compras em IEO, etc., com maior tranquilidade.
A lógica central da operação de proteção
Qual é o objetivo de executar proteção? Simplificando, é travar o lucro e evitar riscos. Pode-se manter uma posição na spot, ao mesmo tempo abrir uma posição vendida no contrato, de modo que, independentemente do mercado subir ou descer, o valor dos seus ativos permaneça estável. Isto é semelhante à mineração no mercado secundário — teoricamente, sem risco.
No entanto, na prática, surge um problema: nem todas as moedas podem ser emprestadas. Por exemplo, após a fusão do Ethereum, alguns tokens na cadeia ERC foram emprestados, enquanto muitas altcoins pouco conhecidas (como HSC, KCS, etc.) são surpreendentemente fáceis de emprestar. Isto depende do inventário de empréstimo das exchanges e da procura do mercado.
Histórias típicas de perdas de três investidores experientes
Caso 1: De milhões a fugir para as sombras
O investidor A ficou rico rapidamente durante o mercado de 2017, atingindo um património de 1 milhão. A sua riqueza deve-se sobretudo a ter aproveitado o mercado em alta, fazendo várias apostas arriscadas — tudo por sorte, não por habilidade. É importante notar que ele tinha um carácter estável, capaz de manter posições a longo prazo, pelo que, durante a subida contínua, conseguiu lucros facilmente.
No entanto, a sorte acabou. Entre 2018 e 2020, durante o mercado em baixa, devido ao seu carácter igualmente estável — manter as posições, sem vender — o património reduziu-se de 1 milhão para 100-200 mil. Por norma, após o evento 312, o mercado em alta deveria ser a sua oportunidade de recuperação; com a sua capacidade de manter posições, transformar 200 mil em 2000 mil não seria impossível.
Mas cometeu um erro fatal. Na zona de fundo, não resistiu à tentação de tocar nos contratos. Perdas consecutivas levaram-no a vender tokens de altcoins na fase de fundo para cobrir posições. Quando o mercado em alta realmente chegou, já não tinha capital. Agora, já saiu completamente do mercado.
Caso 2: Ser destruído pelo seu próprio mundo
O investidor B, antes de entrar no mundo das criptomoedas, já tinha acumulado mais de 200 mil através de transações P2P. Tem um carácter estável, mas durante o mercado de 2017, inesperadamente, não obteve lucros — pelo contrário, viu os amigos na sua comunidade a ficarem ricos.
Este contraste despertou nele o desejo de investir. Mas veio o problema — uma queda repentina no mercado em baixa. Durante a baixa, começou a “brincar e fazer várias coisas”, operando de forma impulsiva com várias altcoins. Ignorou todos os conselhos, e até quando obteve lucros, ficou ainda mais confiante, vivendo no seu próprio mundo. No final, perdeu tudo, não por liquidação de contratos, mas por especulação cega em altcoins.
Veio a crise económica — ele e a esposa separaram-se, levando a um risco de ruptura do casamento.
Caso 3: A autodestruição do analista
O investidor C foi analista de contratos, e em 2017, trabalhou comigo na gestão de fundos de terceiros. Através de trading de fundos e contratos, acumulou riqueza rapidamente, ganhando 500 mil — já era uma grande conquista para uma pessoa comum.
Mas caiu na armadilha do autoengrandecimento. Se tivesse parado na altura, mudando para participar com o grupo na grande alta — desde a ascensão do Uniswap, arbitragem de “搬砖” (arbitragem de compra e venda de tokens), até às oportunidades de mineração — a sua riqueza teria crescido exponencialmente. Infelizmente, ficou preso no mundo da análise de contratos, perdendo todas as oportunidades importantes.
No final, começou a “desfazer o que construiu”, e as perdas evoluíram para dívidas. A situação atual já não é algo que eu queira mencionar.
Causas comuns de perdas em investimentos em criptomoedas
Através destas três histórias reais, podemos resumir as principais razões pelas quais os investidores perdem dinheiro:
Perda de controlo psicológico:
Armadilhas operacionais:
Falta de conhecimento:
Conclusão: Compreender a essência da proteção
A proteção de criptomoedas é, por si só, uma ferramenta valiosa, mas só funciona se tiver suficiente autocontrolo e uma perceção correta. A principal razão das perdas de muitos investidores não está na estratégia de proteção em si, mas em não conseguir distinguir sorte de habilidade, não resistir à ganância, e não seguir disciplina.
Se já obtiver lucros consideráveis com os seus investimentos, pare de perseguir ganhos mais elevados. O mercado de criptomoedas oferece oportunidades eternamente, mas proteger o que já conquistou é muitas vezes mais importante do que tentar enriquecer rapidamente. Às vezes, a preguiça e a falta de estratégia levam a perdas, mas ações cegas costumam causar perdas ainda maiores.