As bolhas decorrentes do avanço tecnológico têm sido repetidas várias vezes na história. O padrão de rápida ascensão e queda observado na bolha das dot-com no final dos anos 1990 e no mercado atual de criptomoedas apresenta semelhanças surpreendentes. No entanto, compreender as diferenças permite aos investidores identificar melhor os riscos futuros. Este artigo compara sistematicamente o que foi a bolha das dot-com e as semelhanças e diferenças com o mercado atual de criptomoedas, extraindo lições práticas.
Expectativas sobre tecnologia e o FOMO: Psicologia comum entre dot-com e criptomoedas
A essência da bolha das dot-com era uma expectativa ilimitada em relação à tecnologia da internet, dominada pelo sentimento de que não se podia ficar para trás. No início dos anos 1990, a internet era vista como uma tecnologia revolucionária, e empresas com o sufixo “.com” tinham suas ações em alta mesmo sem modelos de lucro concretos.
De forma semelhante, o mercado de criptomoedas funciona sob o mesmo mecanismo. As expectativas em relação a tecnologias como blockchain, DeFi e NFTs impulsionam os preços mais pelo potencial futuro do que pelos resultados ou rentabilidade atuais dos projetos. Desde o pico do Bitcoin em 2017, passando pelo boom de DeFi/NFT entre 2020 e 2021, até as expectativas de aprovação de ETFs em 2024-2025, tudo foi movido pelo mesmo sentimento de FOMO (Fear of Missing Out).
Esse padrão psicológico é constante em qualquer bolha tecnológica. Quando o sentimento dos investidores domina o mercado, os fundamentos econômicos passam a ter menor peso.
De 1995 a 2025: aprendendo com o colapso da bolha das dot-com e os riscos do mercado de criptomoedas
Contexto histórico da bolha das dot-com
Em 1995, a entrada da Netscape na bolsa marcou o início da era da internet. Nos cinco anos seguintes, o índice NASDAQ quase quintuplicou, com uma enxurrada de capital investido em empresas relacionadas à internet. Os resultados financeiros ou modelos de lucro dessas empresas não eram questionados; a única crença era que a era da internet tinha chegado.
Por volta de 2000, o aumento das taxas de juros e a mudança no sentimento dos investidores fizeram a ilusão desmoronar rapidamente. O NASDAQ caiu mais de 70% entre 2000 e 2002, levando muitas empresas à falência. Contudo, algumas, como as predecessoras da Amazon e Google, sobreviveram e posteriormente lideraram a indústria tecnológica.
Ciclo semelhante no mercado de criptomoedas
O mercado de criptomoedas também passou por ciclos semelhantes. Em 2013 e 2017, houve rápidas altas e quedas, e entre 2020 e 2021, a entrada de investidores institucionais impulsionou novamente o mercado. Em 2022, falências de exchanges e colapsos de projetos causaram forte impacto.
Atualmente, em 2024-2025, a expectativa de halving do Bitcoin e de aprovação de ETFs aquece novamente o mercado, repetindo o padrão da bolha das dot-com. Contudo, o mercado de criptomoedas apresenta vulnerabilidades que não existiam na época das dot-com.
Evolução dos atores de investimento e mudanças na estrutura do mercado
Na bolha das dot-com, os principais investidores eram indivíduos e investidores institucionais (fundos, bancos, corretoras). Operavam dentro do sistema de mercado de ações já existente.
No início do mercado de criptomoedas, predominavam investidores individuais, mas com a chegada de ETFs e a entrada de grandes investidores institucionais na década de 2020, a estrutura do mercado mudou significativamente. Isso alterou a liquidez, os mecanismos de formação de preços e os canais de transmissão de risco.
Um aspecto importante é que o mercado de criptomoedas funciona 24/7 e que parte das transações é totalmente visível por meio de dados on-chain. Essa característica, ausente no mercado de ações, abre novas possibilidades de análise, mas também cria riscos inéditos.
Indicadores on-chain e PER: evolução na avaliação e novas formas de detectar bolhas
No mercado de ações, indicadores tradicionais como PER (Preço/Lucro), ROE (Retorno sobre Patrimônio) e fluxo de caixa são utilizados para avaliação. São métodos estabelecidos há mais de 100 anos, baseados em lucros e fluxo de caixa.
Na criptomoeda, surgiram novos indicadores que não podem ser medidos por esses métodos tradicionais. Transações on-chain, número de endereços ativos, taxa de staking, escassez de oferta, taxas de financiamento de futuros e valores de liquidação são sinais importantes para avaliar a saúde do projeto e o superaquecimento do mercado.
Por exemplo, se o preço do Bitcoin ou altcoins sobe, mas o número de endereços ativos no on-chain não aumenta, é provável que a alta seja impulsionada por especulação. Assim, a partir da bolha das dot-com, agora é possível medir quantitativamente o grau de bolha no mercado de criptomoedas, uma inovação.
Isso fornece uma arma poderosa para investidores, embora também indique o risco de confiar excessivamente na análise técnica.
Regulamentação e maturidade do mercado: destinos diferentes da bolha das dot-com
Na era das dot-com, a regulamentação do comércio eletrônico era insuficiente. Regras de criação de empresas, divulgação de informações e proteção ao investidor estavam pouco desenvolvidas, permitindo uma expansão descontrolada. Quando a bolha estourou, muitos investidores sofreram perdas sem proteção.
No mercado de criptomoedas, há problemas semelhantes de regulamentação ainda não implementada, mas a situação está mudando rapidamente em 2024-2025. Autoridades estão reforçando a supervisão de exchanges, implementando regras de proteção de ativos dos clientes e aprovando ETFs, abrindo oficialmente o mercado.
Especialmente no final de 2025, com anúncios do WEF (Fórum Econômico Mundial) e reguladores, há alertas mais fortes sobre bolhas de ativos incluindo criptomoedas. Essa regulamentação, a longo prazo, favorece a maturidade do mercado, embora possa aumentar a volatilidade no curto prazo.
Falências e hacks: vulnerabilidades específicas do mercado de criptomoedas
Na bolha das dot-com, as falências de empresas eram a principal crise. Empresas sem lucros eram abandonadas pelos investidores, levando à queda de suas ações e, eventualmente, à falência.
No mercado de criptomoedas, além de falências de projetos, surgiram riscos novos como hacks de exchanges e falências de empresas. Em 2022, várias exchanges importantes faliram, agravando o sentimento do mercado e reduzindo rapidamente a liquidez.
Quando há um hack, a saída de ativos é totalmente visível na blockchain. Contudo, a anonimidade e a descentralização dificultam o rastreamento e a recuperação dos fundos, criando vulnerabilidades exclusivas do mercado de criptomoedas.
Cinco lições de gestão de risco que todo investidor deve saber
Ao comparar a bolha das dot-com com o mercado de criptomoedas, os investidores podem extrair lições práticas:
1. Diversificação rigorosa
Concentrar recursos em um único ativo aumenta o risco de perdas catastróficas na bolha. Investidores que apostaram tudo em ações “.com” ou em uma única altcoin sofreram perdas severas. Diversificar e definir claramente a alocação de ativos é fundamental.
2. Gestão cautelosa de alavancagem
No mercado de criptomoedas, a alavancagem é facilmente acessível. Em mercados voláteis, ela amplifica ganhos, mas também perdas. Gerenciar o tamanho das posições é uma prioridade máxima durante bolhas.
3. Due diligence rigorosa
Avaliar projetos de criptomoedas exige verificar equipe, whitepapers, tokenomics, dados on-chain (atividade de endereços, auditorias de contratos inteligentes). Essas informações ajudam a distinguir projetos reais de especulativos.
4. Segurança e diversificação de ativos
Para se proteger de hacks e falências, parte dos ativos deve ser armazenada em carteiras de hardware ou confiáveis, com autenticação de dois fatores e divisão de fundos. Essa é uma defesa específica do mercado de criptomoedas, que não existia na era das dot-com.
5. Verificação de liquidez
Tokens com baixa liquidez podem sofrer manipulações de preço e perdas inesperadas. Confirmar a liquidez antes de investir é especialmente importante em bolhas.
Cenários futuros: mercado de criptomoedas como repetição ou maturação
O futuro do mercado de criptomoedas pode seguir dois cenários:
Cenário de repetição: o pesadelo das dot-com
Investimento concentrado por grandes fundos e ETFs, com expectativas sem fundamentos reais, levando a novas bolhas. Quando estourar, muitos investidores iniciais sofrerão perdas. Contudo, assim como Amazon e Google sobreviveram, alguns projetos promissores podem emergir e liderar novas indústrias.
Cenário de maturidade
Regulamentação, infraestrutura de custódia e adoção empresarial reduzem a volatilidade e consolidam casos de uso. Assim, a formação de preços passa a refletir mais fundamentos, criando um mercado mais estável do que na era das dot-com.
Qual cenário se concretizará depende de fatores como a resposta regulatória, avanços tecnológicos e o ambiente macroeconômico.
Como interpretar o mercado atual em 2025
Segundo reportagens da Reuters e outros, em 2025 o mercado de criptomoedas está na bifurcação entre repetição da bolha das dot-com e maturidade. A aprovação de ETFs, o crescimento do staking e indicadores on-chain mais precisos elevam a análise a um novo nível.
Por outro lado, problemas de gestão de exchanges, hacks e alertas regulatórios acumulam riscos. Nesse momento, investidores devem equilibrar expectativas tecnológicas com avaliações realistas de risco. Com 25 anos de lições da bolha das dot-com, podemos agir com maior racionalidade.
Conclusão: lições do ciclo das dot-com que o mercado de criptomoedas repete
A bolha das dot-com foi uma época dominada por expectativas ilimitadas e pelo FOMO, que distorciam as decisões de investimento. O mercado de criptomoedas funciona sob o mesmo mecanismo, mas com avanços em regulamentação, indicadores on-chain e participação institucional que podem evitar repetições completas.
As lições principais são que, embora não seja possível evitar totalmente as bolhas tecnológicas, é possível minimizá-las. Diversificação, gestão de riscos, avaliação rigorosa de projetos e controle emocional continuam sendo princípios universais de investimento.
O desfecho do mercado de criptomoedas dependerá de qual cenário prevalecerá, mas, ao aplicar as lições do passado, investidores podem proteger-se de perdas evitáveis e agir com maior racionalidade.
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A bolha dot-com — os padrões históricos e lições que o mercado de criptomoedas repete
As bolhas decorrentes do avanço tecnológico têm sido repetidas várias vezes na história. O padrão de rápida ascensão e queda observado na bolha das dot-com no final dos anos 1990 e no mercado atual de criptomoedas apresenta semelhanças surpreendentes. No entanto, compreender as diferenças permite aos investidores identificar melhor os riscos futuros. Este artigo compara sistematicamente o que foi a bolha das dot-com e as semelhanças e diferenças com o mercado atual de criptomoedas, extraindo lições práticas.
Expectativas sobre tecnologia e o FOMO: Psicologia comum entre dot-com e criptomoedas
A essência da bolha das dot-com era uma expectativa ilimitada em relação à tecnologia da internet, dominada pelo sentimento de que não se podia ficar para trás. No início dos anos 1990, a internet era vista como uma tecnologia revolucionária, e empresas com o sufixo “.com” tinham suas ações em alta mesmo sem modelos de lucro concretos.
De forma semelhante, o mercado de criptomoedas funciona sob o mesmo mecanismo. As expectativas em relação a tecnologias como blockchain, DeFi e NFTs impulsionam os preços mais pelo potencial futuro do que pelos resultados ou rentabilidade atuais dos projetos. Desde o pico do Bitcoin em 2017, passando pelo boom de DeFi/NFT entre 2020 e 2021, até as expectativas de aprovação de ETFs em 2024-2025, tudo foi movido pelo mesmo sentimento de FOMO (Fear of Missing Out).
Esse padrão psicológico é constante em qualquer bolha tecnológica. Quando o sentimento dos investidores domina o mercado, os fundamentos econômicos passam a ter menor peso.
De 1995 a 2025: aprendendo com o colapso da bolha das dot-com e os riscos do mercado de criptomoedas
Contexto histórico da bolha das dot-com
Em 1995, a entrada da Netscape na bolsa marcou o início da era da internet. Nos cinco anos seguintes, o índice NASDAQ quase quintuplicou, com uma enxurrada de capital investido em empresas relacionadas à internet. Os resultados financeiros ou modelos de lucro dessas empresas não eram questionados; a única crença era que a era da internet tinha chegado.
Por volta de 2000, o aumento das taxas de juros e a mudança no sentimento dos investidores fizeram a ilusão desmoronar rapidamente. O NASDAQ caiu mais de 70% entre 2000 e 2002, levando muitas empresas à falência. Contudo, algumas, como as predecessoras da Amazon e Google, sobreviveram e posteriormente lideraram a indústria tecnológica.
Ciclo semelhante no mercado de criptomoedas
O mercado de criptomoedas também passou por ciclos semelhantes. Em 2013 e 2017, houve rápidas altas e quedas, e entre 2020 e 2021, a entrada de investidores institucionais impulsionou novamente o mercado. Em 2022, falências de exchanges e colapsos de projetos causaram forte impacto.
Atualmente, em 2024-2025, a expectativa de halving do Bitcoin e de aprovação de ETFs aquece novamente o mercado, repetindo o padrão da bolha das dot-com. Contudo, o mercado de criptomoedas apresenta vulnerabilidades que não existiam na época das dot-com.
Evolução dos atores de investimento e mudanças na estrutura do mercado
Na bolha das dot-com, os principais investidores eram indivíduos e investidores institucionais (fundos, bancos, corretoras). Operavam dentro do sistema de mercado de ações já existente.
No início do mercado de criptomoedas, predominavam investidores individuais, mas com a chegada de ETFs e a entrada de grandes investidores institucionais na década de 2020, a estrutura do mercado mudou significativamente. Isso alterou a liquidez, os mecanismos de formação de preços e os canais de transmissão de risco.
Um aspecto importante é que o mercado de criptomoedas funciona 24/7 e que parte das transações é totalmente visível por meio de dados on-chain. Essa característica, ausente no mercado de ações, abre novas possibilidades de análise, mas também cria riscos inéditos.
Indicadores on-chain e PER: evolução na avaliação e novas formas de detectar bolhas
No mercado de ações, indicadores tradicionais como PER (Preço/Lucro), ROE (Retorno sobre Patrimônio) e fluxo de caixa são utilizados para avaliação. São métodos estabelecidos há mais de 100 anos, baseados em lucros e fluxo de caixa.
Na criptomoeda, surgiram novos indicadores que não podem ser medidos por esses métodos tradicionais. Transações on-chain, número de endereços ativos, taxa de staking, escassez de oferta, taxas de financiamento de futuros e valores de liquidação são sinais importantes para avaliar a saúde do projeto e o superaquecimento do mercado.
Por exemplo, se o preço do Bitcoin ou altcoins sobe, mas o número de endereços ativos no on-chain não aumenta, é provável que a alta seja impulsionada por especulação. Assim, a partir da bolha das dot-com, agora é possível medir quantitativamente o grau de bolha no mercado de criptomoedas, uma inovação.
Isso fornece uma arma poderosa para investidores, embora também indique o risco de confiar excessivamente na análise técnica.
Regulamentação e maturidade do mercado: destinos diferentes da bolha das dot-com
Na era das dot-com, a regulamentação do comércio eletrônico era insuficiente. Regras de criação de empresas, divulgação de informações e proteção ao investidor estavam pouco desenvolvidas, permitindo uma expansão descontrolada. Quando a bolha estourou, muitos investidores sofreram perdas sem proteção.
No mercado de criptomoedas, há problemas semelhantes de regulamentação ainda não implementada, mas a situação está mudando rapidamente em 2024-2025. Autoridades estão reforçando a supervisão de exchanges, implementando regras de proteção de ativos dos clientes e aprovando ETFs, abrindo oficialmente o mercado.
Especialmente no final de 2025, com anúncios do WEF (Fórum Econômico Mundial) e reguladores, há alertas mais fortes sobre bolhas de ativos incluindo criptomoedas. Essa regulamentação, a longo prazo, favorece a maturidade do mercado, embora possa aumentar a volatilidade no curto prazo.
Falências e hacks: vulnerabilidades específicas do mercado de criptomoedas
Na bolha das dot-com, as falências de empresas eram a principal crise. Empresas sem lucros eram abandonadas pelos investidores, levando à queda de suas ações e, eventualmente, à falência.
No mercado de criptomoedas, além de falências de projetos, surgiram riscos novos como hacks de exchanges e falências de empresas. Em 2022, várias exchanges importantes faliram, agravando o sentimento do mercado e reduzindo rapidamente a liquidez.
Quando há um hack, a saída de ativos é totalmente visível na blockchain. Contudo, a anonimidade e a descentralização dificultam o rastreamento e a recuperação dos fundos, criando vulnerabilidades exclusivas do mercado de criptomoedas.
Cinco lições de gestão de risco que todo investidor deve saber
Ao comparar a bolha das dot-com com o mercado de criptomoedas, os investidores podem extrair lições práticas:
1. Diversificação rigorosa
Concentrar recursos em um único ativo aumenta o risco de perdas catastróficas na bolha. Investidores que apostaram tudo em ações “.com” ou em uma única altcoin sofreram perdas severas. Diversificar e definir claramente a alocação de ativos é fundamental.
2. Gestão cautelosa de alavancagem
No mercado de criptomoedas, a alavancagem é facilmente acessível. Em mercados voláteis, ela amplifica ganhos, mas também perdas. Gerenciar o tamanho das posições é uma prioridade máxima durante bolhas.
3. Due diligence rigorosa
Avaliar projetos de criptomoedas exige verificar equipe, whitepapers, tokenomics, dados on-chain (atividade de endereços, auditorias de contratos inteligentes). Essas informações ajudam a distinguir projetos reais de especulativos.
4. Segurança e diversificação de ativos
Para se proteger de hacks e falências, parte dos ativos deve ser armazenada em carteiras de hardware ou confiáveis, com autenticação de dois fatores e divisão de fundos. Essa é uma defesa específica do mercado de criptomoedas, que não existia na era das dot-com.
5. Verificação de liquidez
Tokens com baixa liquidez podem sofrer manipulações de preço e perdas inesperadas. Confirmar a liquidez antes de investir é especialmente importante em bolhas.
Cenários futuros: mercado de criptomoedas como repetição ou maturação
O futuro do mercado de criptomoedas pode seguir dois cenários:
Cenário de repetição: o pesadelo das dot-com
Investimento concentrado por grandes fundos e ETFs, com expectativas sem fundamentos reais, levando a novas bolhas. Quando estourar, muitos investidores iniciais sofrerão perdas. Contudo, assim como Amazon e Google sobreviveram, alguns projetos promissores podem emergir e liderar novas indústrias.
Cenário de maturidade
Regulamentação, infraestrutura de custódia e adoção empresarial reduzem a volatilidade e consolidam casos de uso. Assim, a formação de preços passa a refletir mais fundamentos, criando um mercado mais estável do que na era das dot-com.
Qual cenário se concretizará depende de fatores como a resposta regulatória, avanços tecnológicos e o ambiente macroeconômico.
Como interpretar o mercado atual em 2025
Segundo reportagens da Reuters e outros, em 2025 o mercado de criptomoedas está na bifurcação entre repetição da bolha das dot-com e maturidade. A aprovação de ETFs, o crescimento do staking e indicadores on-chain mais precisos elevam a análise a um novo nível.
Por outro lado, problemas de gestão de exchanges, hacks e alertas regulatórios acumulam riscos. Nesse momento, investidores devem equilibrar expectativas tecnológicas com avaliações realistas de risco. Com 25 anos de lições da bolha das dot-com, podemos agir com maior racionalidade.
Conclusão: lições do ciclo das dot-com que o mercado de criptomoedas repete
A bolha das dot-com foi uma época dominada por expectativas ilimitadas e pelo FOMO, que distorciam as decisões de investimento. O mercado de criptomoedas funciona sob o mesmo mecanismo, mas com avanços em regulamentação, indicadores on-chain e participação institucional que podem evitar repetições completas.
As lições principais são que, embora não seja possível evitar totalmente as bolhas tecnológicas, é possível minimizá-las. Diversificação, gestão de riscos, avaliação rigorosa de projetos e controle emocional continuam sendo princípios universais de investimento.
O desfecho do mercado de criptomoedas dependerá de qual cenário prevalecerá, mas, ao aplicar as lições do passado, investidores podem proteger-se de perdas evitáveis e agir com maior racionalidade.