A comunidade da indústria de criptomoedas enfrenta uma ameaça crescente por parte de grupos de hackers apoiados pela Coreia do Norte. Estes utilizam tecnologia de deepfake de vídeo alimentada por IA para lançar campanhas sofisticadas e difíceis de identificar contra profissionais do setor de blockchain e fintech. Esta estratégia de ataque demonstra uma evolução significativa na forma como os hackers aproveitam a tecnologia moderna para enganar e penetrar nos sistemas de segurança existentes.
Como o Deepfake de Vídeo se Tornou uma Arma de Ataque Eficaz
Os atacantes iniciam as suas operações ao comprometer contas no Telegram, usando chamadas de vídeo deepfake para se disfarçar de colegas ou parceiros comerciais confiáveis. Esta estratégia é altamente eficaz porque as vítimas reagem como se fosse uma pessoa conhecida. No caso reportado por Martin Kuchař, um dos fundadores da BTC Prague, os atacantes convenceram alguém a baixar um “plugin de correção de áudio Zoom” que na verdade era um malware perigoso.
Após a vítima executar o arquivo, o código malicioso começa a operar em segundo plano. Em dispositivos macOS, este script malicioso consegue realizar uma série de infecções em camadas, incluindo a instalação de backdoors para acesso remoto, gravação de entradas do teclado, roubo de conteúdo da área de transferência e, mais ameaçador—o sequestro de ativos de carteiras criptografadas. Este nível de sofisticação técnica indica que os atacantes não buscam apenas acesso geral, mas visam especificamente ativos digitais.
Empresas de cibersegurança de renome, como a Huntress, documentaram que este método de ataque apresenta um padrão altamente consistente com operações anteriores que visaram desenvolvedores de blockchain. Essas semelhanças técnicas são um forte indicador da origem e motivação por trás desta campanha.
Lazarus Group e os Rastros da Coreia do Norte por Trás Desta Operação
Pesquisadores de segurança identificaram com certeza que o grupo Lazarus—também conhecido como BlueNoroff—é o responsável por trás desta operação de deepfake de vídeo. Lazarus Group é uma organização de hackers de nível estatal, conhecida há muito tempo por realizar ataques contra infraestruturas financeiras e a indústria de criptomoedas global.
O chefe de segurança da SlowMist, uma empresa de segurança blockchain, revelou que as características deste ataque demonstram um padrão de reutilização claro em várias campanhas. Táticas, técnicas e procedimentos utilizados contra carteiras de criptomoedas e profissionais do setor exibem a mesma assinatura de atividades anteriores do Lazarus.
Por Que o Vídeo Deepfake Torna a Verificação de Identidade Difícil
A proliferação de tecnologia de deepfake e clonagem de voz criou um cenário de segurança que mudou fundamentalmente. Não se pode mais presumir que um vídeo ou uma imagem sejam provas autênticas da identidade de alguém. A tecnologia de IA cada vez mais avançada permite a criação de conteúdo multimídia quase indistinguível do original para o olho humano comum.
Estas implicações são extremamente sérias para a indústria de criptomoedas, onde a confiança e a verificação de identidade são a base de cada transação. Profissionais acostumados a comunicar-se digitalmente devem desenvolver um ceticismo renovado em relação às comunicações por vídeo, mesmo de contatos aparentemente confiáveis.
Estratégias de Defesa que Devem Ser Implementadas Agora
Diante da evolução desta ameaça, a indústria de criptomoedas deve adotar uma defesa em camadas. A prioridade máxima é a implementação de autenticação multifator (MFA) forte, não apenas para contas de email ou redes sociais, mas para todos os dispositivos e carteiras que armazenam ativos digitais.
Além disso, organizações e indivíduos devem:
Verificar a identidade através de canais alternativos: Nunca ativar links ou baixar arquivos de chamadas de vídeo, mesmo de contatos conhecidos, sem verificar por outros meios de comunicação previamente.
Aumentar a conscientização da equipe: Treinamentos periódicos de cibersegurança para reconhecer sinais de ataques de engenharia social e vídeos suspeitos.
Utilizar softwares de segurança em camadas: Detecção e resposta de endpoint (EDR) e proteção avançada contra ameaças podem ajudar a detectar comportamentos anômalos de malware.
Gerenciamento rigoroso de acessos: Restringir permissões de acesso e aplicar o princípio do menor privilégio para reduzir o impacto em caso de comprometimento.
A indústria de criptomoedas deve permanecer vigilante e proativa na luta contra táticas em constante evolução dos hackers. O deepfake de vídeo não é mais uma ameaça hipotética, mas uma realidade operacional que deve ser enfrentada com seriedade por todas as organizações e indivíduos envolvidos no ecossistema blockchain.
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Ataques de vídeo deepfake da Coreia do Norte visam profissionais de criptomoedas com tecnologia de IA
A comunidade da indústria de criptomoedas enfrenta uma ameaça crescente por parte de grupos de hackers apoiados pela Coreia do Norte. Estes utilizam tecnologia de deepfake de vídeo alimentada por IA para lançar campanhas sofisticadas e difíceis de identificar contra profissionais do setor de blockchain e fintech. Esta estratégia de ataque demonstra uma evolução significativa na forma como os hackers aproveitam a tecnologia moderna para enganar e penetrar nos sistemas de segurança existentes.
Como o Deepfake de Vídeo se Tornou uma Arma de Ataque Eficaz
Os atacantes iniciam as suas operações ao comprometer contas no Telegram, usando chamadas de vídeo deepfake para se disfarçar de colegas ou parceiros comerciais confiáveis. Esta estratégia é altamente eficaz porque as vítimas reagem como se fosse uma pessoa conhecida. No caso reportado por Martin Kuchař, um dos fundadores da BTC Prague, os atacantes convenceram alguém a baixar um “plugin de correção de áudio Zoom” que na verdade era um malware perigoso.
Após a vítima executar o arquivo, o código malicioso começa a operar em segundo plano. Em dispositivos macOS, este script malicioso consegue realizar uma série de infecções em camadas, incluindo a instalação de backdoors para acesso remoto, gravação de entradas do teclado, roubo de conteúdo da área de transferência e, mais ameaçador—o sequestro de ativos de carteiras criptografadas. Este nível de sofisticação técnica indica que os atacantes não buscam apenas acesso geral, mas visam especificamente ativos digitais.
Empresas de cibersegurança de renome, como a Huntress, documentaram que este método de ataque apresenta um padrão altamente consistente com operações anteriores que visaram desenvolvedores de blockchain. Essas semelhanças técnicas são um forte indicador da origem e motivação por trás desta campanha.
Lazarus Group e os Rastros da Coreia do Norte por Trás Desta Operação
Pesquisadores de segurança identificaram com certeza que o grupo Lazarus—também conhecido como BlueNoroff—é o responsável por trás desta operação de deepfake de vídeo. Lazarus Group é uma organização de hackers de nível estatal, conhecida há muito tempo por realizar ataques contra infraestruturas financeiras e a indústria de criptomoedas global.
O chefe de segurança da SlowMist, uma empresa de segurança blockchain, revelou que as características deste ataque demonstram um padrão de reutilização claro em várias campanhas. Táticas, técnicas e procedimentos utilizados contra carteiras de criptomoedas e profissionais do setor exibem a mesma assinatura de atividades anteriores do Lazarus.
Por Que o Vídeo Deepfake Torna a Verificação de Identidade Difícil
A proliferação de tecnologia de deepfake e clonagem de voz criou um cenário de segurança que mudou fundamentalmente. Não se pode mais presumir que um vídeo ou uma imagem sejam provas autênticas da identidade de alguém. A tecnologia de IA cada vez mais avançada permite a criação de conteúdo multimídia quase indistinguível do original para o olho humano comum.
Estas implicações são extremamente sérias para a indústria de criptomoedas, onde a confiança e a verificação de identidade são a base de cada transação. Profissionais acostumados a comunicar-se digitalmente devem desenvolver um ceticismo renovado em relação às comunicações por vídeo, mesmo de contatos aparentemente confiáveis.
Estratégias de Defesa que Devem Ser Implementadas Agora
Diante da evolução desta ameaça, a indústria de criptomoedas deve adotar uma defesa em camadas. A prioridade máxima é a implementação de autenticação multifator (MFA) forte, não apenas para contas de email ou redes sociais, mas para todos os dispositivos e carteiras que armazenam ativos digitais.
Além disso, organizações e indivíduos devem:
A indústria de criptomoedas deve permanecer vigilante e proativa na luta contra táticas em constante evolução dos hackers. O deepfake de vídeo não é mais uma ameaça hipotética, mas uma realidade operacional que deve ser enfrentada com seriedade por todas as organizações e indivíduos envolvidos no ecossistema blockchain.