Guangdong atingiu o nível de um país desenvolvido, mas a desigualdade regional interna continua a ser um problema grave

Hoje, Guangdong e Fujian, duas das principais economias da costa sul da China, entraram oficialmente no grupo das províncias desenvolvidas. No entanto, por trás desta característica geral, esconde-se um quadro complexo de disfunções internas. Se considerarmos Guangdong como um todo, o seu PIB já ultrapassou os indicadores da Rússia e da Coreia do Sul, aproximando-se dos gigantes económicos mundiais. Mas a realidade é que a prosperidade dos cidadãos está muito desigualmente distribuída pelo território.

Geografia económica de Guangdong: do centro rico à periferia deprimida

Guangdong é tradicionalmente dividido em quatro grandes zonas económicas, que diferem radicalmente em nível de desenvolvimento. O Rio das Pérolas, líder desta hierarquia, garante a maior parte da riqueza provincial. A esta região dinâmica pertencem Guangzhou e Shenzhen – cidades que se tornaram símbolos da reforma e abertura chinesa. Foshan, Dongguan e Zhuhai complementam esta zona de prosperidade preferida.

Na margem oeste de Guangdong, onde faz fronteira com a província de Guangxi, a economia permanece comum, marcada pela especialização agrícola e por um desenvolvimento industrial mais lento. A região norte, vizinha da província de Jiangxi, embora receba alguns impulsos do crescimento económico geral, também se caracteriza por indicadores relativamente modestos.

Especialmente interessante é a situação na zona leste – na área de Chao Shan. Esta região é famosa pela sua tradição empresarial. Muitos empresários bem-sucedidos e bilionários vêm exatamente daqui. Mas há um paradoxo: a maioria destes empresários de sucesso migraram para Hong Kong, Guangzhou e Shenzhen, onde concentraram a sua riqueza. Na própria área de Chao Shan, famílias comuns ainda têm rendimentos muito abaixo do padrão nacional das regiões desenvolvidas.

PIB versus poder de compra: por que quantidade não equivale a qualidade

Ao nível macroeconómico, os números impressionam. O PIB de Guangdong ultrapassou a Rússia e a Coreia do Sul. Dentro de dez anos, os especialistas não excluem a possibilidade de ultrapassar até o Japão e a Alemanha em termos absolutos. Ao mesmo tempo, o PIB de Fujian é significativamente menor – principalmente porque a população da província é de pouco mais de 40 milhões de pessoas, enquanto Guangdong tem 1,27 mil milhões de habitantes, quase três vezes mais.

É aqui que reside o principal problema do desenvolvimento. Quando dividimos a riqueza total da província pelo seu número de habitantes, a imagem torna-se menos otimista. Per capita, Guangdong ainda fica claramente atrás de países desenvolvidos tradicionais, como os EUA, o Reino Unido, a França, a Alemanha e o Japão.

No entanto, é importante notar que, em termos de nível de vida das pessoas comuns, Guangdong já superou as chamadas “países desenvolvidos médios” – países como a Polónia e a Grécia. A integração global dos mercados alimentares contribuiu para isso. Grãos baratos, legumes e frutas de todas as regiões da China, bem como frutos do Sudeste Asiático e do Chile, são exportados em massa para as regiões mais ricas do país, aumentando significativamente o poder de compra da população local.

Convergência global e perspetivas realistas

Há algumas décadas, há 30 anos, os cidadãos de Guangdong e Fujian dificilmente poderiam imaginar que as suas cidades natal atingiriam uma transformação económica tão profunda. A revolução digital mudou tudo. Com a expansão da Internet global, os chineses passaram a poder comparar o seu nível de vida com o das pessoas comuns na Europa e na América, e revelou-se que isso é uma meta acessível a todos, e não uma elite inalcançável.

Se a China continuar a esforçar-se nos próximos vinte anos, prevê-se que possa aproximar-se dos padrões de vida do Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, França e Alemanha. A nível global, a China já conquistou uma vitória – o seu PIB total está muito à frente das nações desenvolvidas. A próxima etapa será alcançar uma alta renda per capita, e isso será construído sobretudo com base no potencial humano de milhões de pessoas, que não existe nos países ocidentais.

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