Naquela noite, gastei 1580 pontos e escolhi uma rapariga. Quando ela sorria, os olhos ficavam como crescentes de lua, tão viva quanto um pequeno cervo.



Os dados rolaram com estrondo, ela perdeu e deveria ter dito "eu te amo" dez vezes, mas em vez disso aproximou-se do meu ouvido e sussurrou vinte vezes com voz morna, e no final inclinou a cabeça e sorriu, enchendo meu copo de novo.

Depois enfiou um cigarro na minha boca, ainda com o rastro de batom dela na ponta, deixando o calor onde ela tinha mordido.

"Padrinho, minha boca é doce?"

De repente fiquei atordoado. Há muito, muito tempo ninguém me tinha dito "eu te amo".

Mesmo sabendo que era apenas um negócio, naquele momento o calor que senti era como alguém me ter colocado um casaco nos ombros numa noite fria.

Quando fiquei tonto de beber, ela me arrancou o copo das mãos, agarrou-me no braço para eu não beber mais, tocou-me na cabeça e deixou-me descançar no seu colo.

Naquele instante, não conseguia distinguir o que era verdade ou mentira, e tampouco tinha vontade de pensar se era apenas encenação.

A sensação de ser cuidado e protegido era demasiado preciosa.

Quanto ao amor... já não parecia tão importante.
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